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Editorial

A costura ruiu

Por Redação

05 dez 2020 às 09:26

Com o período mais esperado do ano para o comércio batendo à porta, o volume de ruído do setor em relação às medidas de combate à pandemia do novo coronavírus (Covid-19) teve a adição de uma porção de novos decibéis nesta semana em todo o Estado. E não foi diferente em Americana, muito pelo contrário.

O poder público municipal, numa gestão a menos de um mês de ser encerrada, fez um último gesto de apoio ao mercado local ao permitir que as lojas de rua fiquem abertas, a partir de segunda-feira, das 9 às 21 horas, ou seja, durante 12 horas por dia.

Com o recuo de fase do Plano São Paulo, da verde para a amarela, anunciada pelo governador João Doria (PSDB), na última segunda-feira, o comércio deveria operar por, no máximo, 10 horas diárias no período de validade da medida.

Ainda que diante da possível judicialização do tema, o governo do prefeito Omar Najar (MDB) põe em prática uma postura de resistência – o quanto for possível – em relação à diretriz estadual de comando das ações de controle da pandemia, algo desejado no Paço Municipal Javerte Galassi desde os primeiros momentos em que os sinais de alerta para a doença foram acesos.

O episódio marca apenas mais um exemplo entre uma série de momentos de choque entre a prefeitura e o governo paulista desde que Doria assumiu o Palácio dos Bandeirantes, mas especialmente no atual período. A própria opção declarada de Omar nas eleições de 2018, ao manifestar apoio ao candidato a governador Márcio França (PSB), rabiscou um desenho que não seria harmonioso na relação entre as esferas.

Político de longa data, diferentemente de Omar, que teve na Prefeitura de Americana sua primeira experiência de sucesso nas urnas, o prefeito eleito Chico Sardelli (PV) terá o desafio de viabilizar uma nova costura diplomática com o comando do Estado.

O Liberal

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