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Americana

Com dólar em alta, volume exportado por Americana bate recorde em 2021

Cifra é 210% maior que 2020; até então, valor mais alto havia sido registrado em 2011, quando município somou US$ 402 milhões

Por Ana Carolina Leal

30 de janeiro de 2022, às 08h23 • Última atualização em 30 de janeiro de 2022, às 09h23

Americana alcançou em 2021 uma cifra recorde de exportações. Foram US$ 564 milhões. Até então, o maior valor havia sido registrado em 2011, quando o município somou US$ 402 milhões em vendas para o exterior. Os números são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

O resultado, uma alta de 210% em relação a 2020, fez com que a cidade ficasse entre as 100 maiores exportadoras do País no ano passado e registrasse o seu maior superávit na balança comercial, de US$ 166 milhões – no ano anterior, o saldo foi negativo, de US$ 86 milhões. As importações de 2021 somaram US$ 398 milhões, alta de 48%.

POR CIMA. Volume negociado colocou Americana entre as 100 maiores exportadoras do Brasil no ano passado – Foto: Arquivo – O Liberal

O bom desempenho do município, em 2021, foi puxado, principalmente, pela exportação de metais preciosos. “Houve investimentos consideráveis de multinacionais, em Americana, para produção de catalisadores de veículos, um produto considerado de alta complexidade e que é produzido fazendo uso de metais preciosos bastante caros”, afirmou o economista Paulo Oliveira, do Observatório da PUC-Campinas.

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De acordo com o especialista, é um resíduo da produção industrial que está sendo exportado em quantidades muito alta e crescentes, o que o caracteriza como principal produto de exportação em Americana.

Para se ter uma ideia, afirmou o economista, de 2020 para 2021 foi registrado um crescimento de 170% nas exportações de resíduos e metais preciosos. Da mesma forma, também teve crescimento a exportação de pneus, 28%. E a exportação de catalisadores, por exemplo, cresceu 56%.

Oliveira explica que embora os catalisadores sejam considerados produtos complexos, não são produzidos em qualquer lugar do mundo. São fabricados com condições favoráveis específicas de conhecimento, tecnologia e possuem alto valor agregado. Já os resíduos de metais preciosos são considerados produtos de média baixa complexidade. “Espera-se que atividades de maior complexidade gerem um dinamismo na geração de emprego e boa remuneração. Enquanto a produção de bens menos complexos estão associados a menos oportunidades de crescimento econômico e geração de renda para o município”, afirmou.

COMPRADORES. Diretor do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de Americana, Leandro Zanini destacou a Alemanha e os Estados Unidos como principais destinos dos produtos exportados por Americana.

“O câmbio, dessa forma [com dólar valorizado perante o real], atrai bastante o movimento de exportação da indústria nacional”, afirmou Zanini. Ele também enfatizou a força do setor pneumático na cidade e disse que outras indústrias, como de produtos químicos, têm sido relevantes para o bom desempenho de Americana. Assim como o diretor do Ciesp, o secretário de Desenvolvimento Econômico do município, Rafael de Barros disse que o dólar valorizado frente a real favorece a exportação.

Ele também atribui o bom resultado de Americana aos investimentos da prefeitura como o PEIEX (Programa de Qualificação para Exportadores), uma parceria que oferece consultoria gratuita a todas as empresas do município que queiram exportar. “Tudo isso sem custo para prefeitura e para o empresário”, ressaltou.

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