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Covid-19

Onyx sugere retorno gradual de atividade após a Páscoa

Ministro argumentou que o novo coronavírus tem uma alta transmissibilidade, mas uma baixa mortalidade entre aqueles que têm menos de 60 anos

Por Agência Estado

09 abr 2020 às 17:57 • Última atualização 10 abr 2020 às 08:23

Foto: Marcelo Casal Jr. - Agência Brasil
Ministro lembrou que é médico veterinário e, portanto, está acostumado a trabalhar com populações e doenças infecciosas

O ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, sugeriu nesta quinta-feira, 9, que as cidades que estão em processo mais avançado de distanciamento social poderiam, depois da Páscoa, começar uma redução gradual das medidas de isolamento, para que a economia do País não seja tão afetada pela pandemia do novo coronavírus. Ele participou de transmissão ao vivo feita pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

O ministro lembrou que é médico veterinário e, portanto, está acostumado a trabalhar com populações e doenças infecciosas. Ele ressaltou que as epidemias costumam ter um ciclo de 12 a 14 semanas, com avanços e declínios muito rápidos. Ao considerar que o País passa por uma escalada de casos há duas semanas, ele acredita que a situação deve se prolongar por mais 10 ou 12 semanas.

“Uma vez superada a Páscoa, na próxima semana, e considerando que há cidades que já estão há quatro semanas paradas, com um período de distanciamento social bastante razoável, alguns locais com isolamento completo, podemos voltar algumas atividades de maneira gradual e responsável, não só as essenciais, mas outras que também são muito importantes”, argumentou o ministro.

O ministro argumentou que o novo coronavírus tem uma alta transmissibilidade, mas uma baixa mortalidade entre aqueles que têm menos de 60 anos, que seriam mais resistentes ao vírus. “Estes podem voltar suas atividades, de maneira lenta, gradual e responsável”, afirmou Lorenzoni.

Ele ressaltou que o presidente Jair Bolsonaro tem buscado um equilíbrio entre cuidar da saúde e dos aspectos econômicos. “A miséria, o desemprego e a fome também matam, e matam até mais do que uma epidemia, então precisamos buscar esse equilíbrio”, disse.