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Política

‘Enfrentamos o principal aliado do vírus que é o governo Bolsonaro’, diz Randolfe

Por Agência Estado

01 Maio 2020 às 16:21 • Última atualização 01 Maio 2020 às 16:50

O senador e líder da minoria no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), disse nesta sexta-feira (1) que o governo do presidente Jair Bolsonaro é o “principal aliado” da pandemia do novo coronavírus no Brasil. A declaração foi feita durante transmissão ao vivo organizada pelas centrais sindicais em razão do Dia do Trabalho.

“Enfrentamos uma gravíssima crise sanitária, e também enfrentamos o principal aliado do vírus, que é o governo de Jair Bolsonaro”, disse Randolfe. Ele conclamou a criação de uma frente única da oposição para lutar tanto contra a pandemia quando contra o governo.

O senador disse ainda que além de enfrentar a doença e o governo Bolsonaro, a população precisa também defender a democracia no País. “A democracia está sob ameaça do governo, que tenta tutelar a Polícia Federal”, afirmou.

Ao sair do governo, o ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, acusou Bolsonaro de tentar interferir politicamente na PF com a troca da chefia do órgão. Moro foi convocado a depor em inquérito aberto pelo decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, para apurar as acusações, e afirmou à revista Veja que entregará ao STF as provas que disse ter.

Gleisi

No mesmo evento, a presidente nacional do PT e deputada federal Gleisi Hoffmann (PR) disse que a pandemia da covid-19 tornou visível que a economia cresce por conta do trabalho, e não por conta do capitalismo. As afirmações são semelhantes àquelas feitas pelo ex-presidente Lula, em vídeo postado mais cedo em sua conta oficial no Twitter.

“Não é o capitalismo que faz a economia crescer, é o trabalho humano”, disse Gleisi. Ela afirmou ainda que a pandemia mostra que Jair Bolsonaro e a elite do País, que segundo ela tem no presidente um de seus representantes, despreza os trabalhadores.

A transmissão das centrais, organizada em razão do Dia do Trabalho, deve contar ainda com falas dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).