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Mundo

Von der Leyen: Ataque do Irã a Israel marca uma mudança em direção ao confronto aberto

Por Agência Estado

17 de abril de 2024, às 18h08

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou, com relação aos ataques do Irã a Israel no último final de semana, que “já podemos ver é que esta ação marca uma mudança em direção ao confronto aberto”. Em discurso na reunião de Defesa do bloco, a dirigente disse que o ataque nos mostra a natureza da guerra moderna. “As armas utilizadas eram muito maiores em número e poder de fogo do que aquelas que foram anteriormente utilizadas pelos representantes do Irã”, afirmou.

“A segunda conclusão é a natureza da defesa. É verdadeiramente notável a eficácia e rapidez com que os sistemas de defesa foram capazes de interceptar praticamente todos os drones e mísseis. Mas não é nenhum milagre. Pelo contrário, mostra o valor real do investimento consistente a longo prazo em capacidades e tecnologias de defesa avançadas”, disse.

“Acima de tudo mostra o valor da construção de parcerias e da cooperação com aliados. O papel central dos Estados Unidos, do Reino Unido, da França e de outros não deve ser subestimado. E nem deveria o papel dos países árabes na região evitar danos muito maiores”, afirmou von der Leyen.

“Deixem-me ser clara: a soberania europeia é necessária, mas nunca será feita à custa dos nossos parceiros e amigos. E certamente nunca afetará a importância e a necessidade da nossa aliança com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Na verdade, uma Europa mais soberana, e vocês sabem disso, em particular na defesa, é vital para o fortalecimento da Otan, uma vez que os Estados-membros têm clara e simplesmente um único conjunto de forças”, disse a dirigentes, mencionado o aumento das despesas com Defesa.

“A ameaça de guerra pode não ser iminente, mas não é impossível. Deveríamos estar preparados. E isso começa com a necessidade urgente de reconstruir, reabastecer e transformar as forças armadas dos Estados-Membros. Ao fazê-lo, a Europa deverá esforçar-se por desenvolver e fabricar a próxima geração de capacidades operacionais vencedoras de batalhas e por garantir que dispõe da quantidade suficiente de material e da superioridade tecnológica de que poderemos necessitar no futuro. Isso significa turbinar a nossa capacidade industrial de defesa nos próximos cinco anos”, afirmou.

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