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Mundo

Polícia russa prende 67 em meio a funeral de opositor de Putin

Por Agência Estado

02 de março de 2024, às 08h21 • Última atualização em 02 de março de 2024, às 10h06

Sob forte presença policial, milhares de pessoas se despediram nesta sexta-feira, 1º, do líder da oposição russa, Alexei Navalni, em seu funeral em Moscou, após sua morte ainda inexplicada, há duas semanas, em uma colônia penal do Ártico.

A multidão que homenageou Navalni diante de uma igreja num subúrbio da capital gritaram slogans contra o presidente russo, Vladimir Putin, e a guerra na Ucrânia, transformando o evento numa das maiores manifestações recentes de dissidência.

Pelo menos 67 pessoas foram detidas em eventos em toda a Rússia, segundo o OVD-Info, grupo de direitos humanos que monitora detenções políticas. A maioria foi presa ao tentar depositar flores em monumentos dedicados às vítimas da repressão soviética. Quando a morte de Navalni foi anunciada, no dia 16, a polícia prendeu centenas que tentavam deixar flores em memoriais.

Funeral

Navalni foi enterrado após uma curta cerimônia ortodoxa russa, com uma grande multidão do lado de fora da igreja e depois acompanhando o caixão até o túmulo. A viúva, Yulia Navalnaia, que não foi vista no funeral, prometeu continuar o trabalho dele e postou uma homenagem no Instagram: “Obrigado por 26 anos de felicidade absoluta”.

O funeral ocorreu após uma batalha com as autoridades pela liberação de seu corpo. Assessores de Navalni disseram que várias igrejas de Moscou se recusaram a realizar o funeral do homem que fez uma cruzada contra a corrupção e organizou protestos massivos contra o regime.

Muitos líderes ocidentais atribuíram a culpa pela morte a Putin, uma acusação que o Kremlin rejeitou. A equipe de Navalni finalmente obteve permissão de uma igreja, que foi cercada por barreiras de controle de multidão.

Quando seu caixão foi retirado do carro funerário e levado para dentro da igreja, a multidão que esperava do lado de fora irrompeu em aplausos, gritando seu nome. Alguns também gritaram: “Não à guerra!” “Rússia sem Putin!” e “A Rússia será livre!”
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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