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Guerra

Israel ordena nova retirada de moradores em Rafah e sinaliza expansão de operação militar

Exército já evacuou a parte leste de Rafah, empurrando operação para bordas da área central, densamente povoada

Por Agência Estado

11 de maio de 2024, às 14h51 • Última atualização em 11 de maio de 2024, às 16h48

Israel ordenou novas saídas de moradores da cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, neste sábado, 11, forçando dezenas de milhares de pessoas a se deslocarem, à medida que o país se prepara para expandir a sua operação militar e acrescenta que está também se deslocando para uma área no norte da Faixa de Gaza, onde o Hamas se reagrupou.

Israel já evacuou a parte leste de Rafah, empurrando a operação para as bordas da área central densamente povoada, embora o movimento de Israel para a cidade tenha sido, até o momento, inferior à invasão em grande escala que planejava.

A ordem vem em face da forte oposição e crítica internacional. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, já disse que não fornecerá armas ofensivas a Israel para Rafah e, na sexta-feira 10, os EUA disseram que havia evidências “razoáveis” de que Israel havia violado a lei internacional que protege os civis na forma como conduziu sua guerra contra o Hamas – a declaração mais forte que o governo Biden já fez sobre o assunto.

Mais de 1,4 milhão de palestinos, metade da população de Gaza, estão abrigados em Rafah, a maioria depois de fugir das ofensivas de Israel em outros lugares. Considerado o último refúgio na faixa, as evacuações estão forçando as pessoas a voltarem para o norte, onde as áreas estão devastadas por ataques israelenses anteriores. As agências de ajuda estimam que 110 mil pessoas já haviam feito isso antes da ordem de sábado, que acrescentou mais 40 mil a esse número.

O funcionário do Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU em Rafah, Georgios Petropoulos, disse que os trabalhadores humanitários não tinham suprimentos para ajudá-los a se instalar em novos locais. “Simplesmente não temos barracas nem cobertores nem roupas de cama, nenhum dos itens que se espera que uma população em movimento consiga obter do sistema humanitário”, afirmou.

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