Conservadora alemã se torna a primeira mulher presidente da Comissão Europeia


A conservadora alemã Ursula von der Leyen se tornou nesta terça-feira, 16, a primeira mulher presidente da Comissão Europeia, o cargo mais cobiçado do bloco. Ela recebeu apenas nove votos a mais do mínimo necessário para sua aprovação ao cargo, estipulado em 374. Em 2014, seu antecessor Jean-Claude Juncker obteve 422 votos.

Von der Leyen desempenhou um papel significativo na modernização da imagem de seu partido durante os anos Merkel. Como ministra no primeiro mandato da chanceler, de 2005 a 2009, introduziu benefícios para incentivar os pais a cuidarem de seus filhos pequenos. Von der Leyen foi ministra do Trabalho até 2013, quando se tornou a primeira ministra de Defesa da Alemanha.

Para Von der Leyen, ela só chegou aos altos cargos “graças a todos os homens e mulheres que derrubaram barreiras e desafiaram as convenções”.

Em seu discurso nesta terça, Von der Leyen prometeu aos eurodeputados esforços para uma redução mais acelerada das emissões de carbono, destinada a fixar a neutralidade climática para 2050. Nas eleições do Parlamento Europeu de maio deste ano, os Verdes conquistaram 67 cadeiras, o maior índice para o grupo desde sua criação.

Também foi priorizado no discurso da alemã medidas voltadas à política social, como salário mínimo, seguro desemprego e garantias para crianças em situações vulneráveis, com o qual buscou o apoio da bancada social-democrata, que até o momento da votação não confirmou o voto unificado a favor de Von der Leyen.

Agora, a nova presidente da Comissão Europeia enfrentará como principais assuntos o Brexit e as tensões comerciais, principalmente em relação ao governo dos Estados Unidos, do presidente Donald Trump.

Ela chegou a ser cotada como potencial sucessora de Merkel, mas teve um mandato difícil à frente do ministério da Defesa e se retirou da disputa.

Von der Leyen deixará o Ministério da Defesa da Alemanha na quarta-feira, 17, e assumirá o novo cargo em novembro. Ela permanece no posto até 2024, já que os mandatos para a presidência da Comissão Europeia duram cinco anos. (Com agências internacionais)

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