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Guerra

Biden reitera que civis palestinos devem ser protegidos em Rafah

"Milhares de palestinos estão em Rafah, expostos e vulneráveis. Eles precisam ser protegidos", ressaltou

Por Agência Estado

13 de fevereiro de 2024, às 07h04 • Última atualização em 13 de fevereiro de 2024, às 09h09

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, reiterou nesta segunda-feira, 12, que Washington defende que os civis palestinos precisam ser protegidos em uma possível operação israelense na cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza.

“Muitas pessoas foram deslocadas múltiplas vezes desde o inicio da guerra no norte de Gaza”, afirmou Biden. “E agora, milhares de palestinos estão em Rafah, expostos e vulneráveis. Eles precisam ser protegidos”, ressaltou o presidente americano.

Biden também afirmou que os EUA negociam um acordo para a libertação de reféns israelenses que estão em Gaza, acompanhado por um cessar-fogo de “pelo menos seis semanas” entre Israel e o grupo terrorista Hamas.

“Os Estados Unidos estão trabalhando em um acordo de reféns entre Israel e o Hamas, que traria um período imediato e sustentado de calma em Gaza por pelo menos seis semanas”, disse Biden.

A guerra na Faixa de Gaza começou no dia 7 de outubro após terroristas do Hamas invadirem o território israelense, matando 1.200 pessoas, no maior ataque terrorista da história de Israel e o maior contra judeus desde o Holocausto. Após o ataque, tropas israelenses iniciaram uma ofensiva contra a Faixa de Gaza, com bombardeios aéreos e invasão terrestre. Segundo dados do ministério da Saúde de Gaza, que é controlado pelo Hamas, mais de 28 mil civis palestinos já morreram desde o inicio da guerra.

Já o rei Abdullah II da Jordânia, que se reuniu com Biden em Washington nesta segunda-feira, pediu um cessar-fogo na Faixa de Gaza e afirmou que uma ofensiva militar israelense em Rafah provocaria uma “catástrofe humanitária”. A cidade de Rafah recebeu milhares de palestinos que foram deslocados do norte do centro da Faixa de Gaza.

As Forças de Defesa de Israel (FDI) realizaram uma operação militar em Rafah no domingo, 11, que resultou no resgate de dois reféns israelenses. O resgate também contou com diversos bombardeios aéreos na cidade, que mataram pelo menos 67 pessoas, segundo o ministério da Saúde de Gaza, que é controlado pelo Hamas.

A reunião entre Biden e o rei da Jordânia foi a primeira entre os dois desde que três soldados americanos morreram em um ataque de uma mílicia pró-Irã contra uma base americana na Jordânia.

Segundo o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, John Kirby, os dois líderes discutiram os esforços para o fim da guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas, a assistência humanitária enviada para o enclave palestino e a viabilidade da criação de um Estado palestino com a garantia de segurança para Israel.

A Casa Branca enfrenta críticas crescentes da comunidade árabe americana sobre o apoio contínuo da administração a Israel em virtude do número crescente de vítimas civis palestinas em Gaza.

A administração Biden está envolvida em um possível acordo de trégua entre Israel e o grupo terrorista Hamas. O diretor da CIA, William Burns, deve viajar ao Cairo na terça-feira, 13, para continuar as conversas com representantes de Egito e Catar, dois países que tem atuado como intermediários no dialogo com o Hamas.

Na semana passada, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, criticou a proposta do Hamas para o fim da guerra e afirmou que o objetivo das tropas israelenses continua sendo o fim da organização terrorista.

Biden e Netanyahu tem discordado nas últimas semanas sobre os próximos passos em relação a guerra. Os EUA querem mais comprometimento do primeiro-ministro israelense com a criação de um Estado palestino. Na semana passada, o presidente americano classificou a resposta militar israelense em Gaza como “exagerada”. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

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