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Economia

Petróleo fecha em queda, com aumento de estoques da commodity nos EUA

Por Agência Estado

28 de fevereiro de 2024, às 22h57

Os contratos futuros do petróleo fecharam em queda, após um aumento maior do que o esperado de barris nos estoques da commodity bruta na semana passada nos Estados Unidos dificultar o prolongamento do movimento da terça-feira, quando relatos de potenciais cortes na oferta deram sustentação aos preços. As negociações para um potencial cessar-fogo em Gaza também colocam limites para o avanço dos preços.

Na Internacional Commodity Exchange (ICE), o Brent para maio fechou com baixa de 0,62% (US$ 0,51), aos US$ 82,15 por barril. Enquanto isso, na New York Mercantile Exchange, o WTI para abril recuou 0,42% (US$ 0,33), a US$ 78,54 o barril.

Os estoques comerciais de petróleo bruto saltaram 4,2 milhões de barris na semana encerrada na sexta-feira nos Estados Unidos, gerando preocupações com excesso de oferta. A previsão era de aumento de 1,5 milhão de barris. O aumento mais do que compensou as reduções nos estoques de gasolina e destilados.

O crescimento dos estoques interrompeu a alta dos contratos na véspera, quando foram impulsionados por notícia de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) estuda estender seus cortes voluntários na produção no segundo trimestre.

A TD Securities ponderou que os operadores podem em breve liquidar uma parte dos contratos de prazos mais longos recentemente adquiridos a preços abaixo de US$ 78 o barril. “No entanto, embora um cessar-fogo durante o mês sagrado do Ramadã possa aliviar os riscos para o suprimento, é pouco provável que diminua o prêmio de risco nos preços até que haja uma resolução mais permanente para o conflito, especialmente porque as operações dos Houthis no Mar Vermelho continuam”, escreveram analistas da corretora.

Em relação ao conflito em Gaza, Israel tem ameaçado iniciar uma ofensiva terrestre contra a última fortaleza do Hamas, a cidade de Rafah, onde mais de um milhão de palestinos buscaram abrigo, se não houver um acordo com libertação de reféns até o início do Ramadã, em 10 de março.

O vice-primeiro-ministro russo, Alexander Novak, disse hoje que há um equilíbrio entre oferta e demanda nos mercados petrolíferos mundiais, segundo matéria da Reuters.

* Com informações da Dow Jones Newswires

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