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Economia

Petróleo fecha em alta, apoiado por dólar fraco e queda nos estoques dos EUA

Por Agência Estado

15 de maio de 2024, às 16h56

Os preços do petróleo subiram nesta quarta-feira, 15, impulsionados pela redução no estoque dos Estados Unidos, segundo monitoramento do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês), e também em meio à forte desvalorização do dólar contra divisas desenvolvidas, após leitura do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) norte-americano em abril em geral dentro das expectativas, mas com o avanço mensal um pouco abaixo do esperado.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para junho fechou em alta de 0,78% (US$ 0,61), a US$ 78,63 por barril. Na Intercontinental Exchange (ICE), o Brent para julho teve ganho de 0,45% (US$ 0,37), a US$ 82,75 por barril.

Pela manhã, os preços do petróleo recuavam, enquanto investidores reagiam à revisão para baixo das expectativas da Agência Internacional de Energia (AIE) para a demanda global do óleo em 2024. Agora, a organização espera alta da demanda em 1,1 milhão de barris de petróleo, e não 1,2 milhão, como na leitura anterior.

Porém, os estoques de petróleo dos Estados Unidos caíram 2,5 milhões de barris nesta semana, contrariando a expectativa de alta de 1,1 milhão de barris. Após a divulgação do dado, os preços devolveram perdas e o apetite melhorou, até que o petróleo se sustentou no positivo.

Os ganhos foram apoiados também pela leitura do CPI de abril nos EUA, que indicou avanço no processo desinflacionário no país, embora o dado esteja longe de representar a confiança que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) espera para cortar juros. “Em termos de petróleo bruto, são preferidos níveis de inflação mais baixos para melhores perspectivas de demanda”, escreve a analista Razan Hilal, do City Index.

Ela destaca que os mercados do petróleo agora acompanham os desdobramentos de discussões da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) para renovar seus cortes voluntários na produção. Hilal destaca que países como Iraque e Emirados Árabes querem ampliar sua capacidade de produzir, e acredita que eles não vão concordar com uma redução voluntária para o próximo ano.

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