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Economia

Férias sem aperto financeiro

Saiba como planejar os tão sonhados dias de descanso sem se afogar em dívidas

Por Ana Carolina Leal

05 de junho de 2024, às 08h19

Especialista sugere reservar pelo menos 10% da renda líquida para as economias de viagem - Foto: Adobe Stock

Em meio à agitação do dia a dia, reservar um tempo para relaxar e renovar as energias tornou-se essencial para muitas pessoas. E uma das maneiras mais comuns de fazer isso é planejando uma viagem para as próximas férias.

No entanto, o desafio de financiar esses momentos de lazer sem comprometer as finanças é uma realidade para muitos. É aí que entra o planejamento financeiro, uma ferramenta fundamental para quem deseja ter alguns dias de descanso sem se afogar em dívidas.

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Segundo o educador financeiro Thiago Godoy, conhecido como Papai Financeiro nas redes socais, a primeira atitude é avaliar as despesas e renda atual para então estabelecer quanto consegue economizar sem comprometer as necessidades financeiras e também qual é o padrão de viagem que vai conseguir fazer.

“Por exemplo, se a pessoa consegue economizar R$ 300 por mês e tem 10 meses para economizar, então terá uma viagem de R$ 3 mil para fazer”, explica.

De acordo com o especialista, é fundamental definir metas específicas, mensuráveis e alcançáveis, levando em consideração todas as fontes de renda e despesas mensais. “Às vezes a pessoa quer ir para uma praia, mas não precisa ir à praia mais cara, dá para ir em uma mais em conta, mais próxima. Tem que estar dentro da realidade”, afirma.

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Godoy sugere ainda a criação de uma conta separada, preferencialmente uma conta de investimento, para direcionar as economias para as férias. Ele também destaca a importância de revisar as despesas recorrentes e considerar formas alternativas de aumentar a renda, como trabalhos freelancers ou vendas online. “Muita gente tem feito isso e faturado um dinheiro interessante para poupar, por exemplo, para as férias”, comenta.

Além disso, o educador financeiro enfatiza a necessidade de uma reserva separada para imprevistos, a fim de garantir que contratempos inesperados não comprometam os planos de viagem. “É importante olhar para essa possibilidade e sempre ajustar o orçamento de férias conforme haja necessidade para poder acomodar as mudanças que podem acontecer sem sacrificar as metas de longo prazo”.

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Por isso, destaca o especialista, estabelecer prioridades claras é essencial, garantindo que as necessidades básicas, como moradia, alimentação e saúde, sejam atendidas antes de direcionar recursos para as férias.

Ele sugere reservar pelo menos 10% da renda líquida para as economias de viagem, mas enfatiza que o mais importante é manter a regularidade nos depósitos.

“O percentual [destinado para férias] depende muito da renda, das prioridades, das responsabilidades financeiras. O ideal é separar pelo menos 10%, mas se conseguir 5% está bom também. O importante não é nem o valor em si, é a regularidade. Tem gente, por exemplo, que separa 20% no primeiro mês e não separa nada no outro”, diz.

Entre as vantagens de planejar as férias com antecedência, o educador financeiro destaca a redução do estresse financeiro, a oportunidade de aproveitar promoções e ofertas antecipadas, além de possibilitar uma experiência de férias mais prazerosa e menos onerosa.

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