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Finanças pessoais

Especialista traz dicas de como lidar com a vulnerabilidade financeira da mulher

De acordo com um estudo da ESPM, as desvantagens vividas pelas mulheres ao longo da vida contribuem para o agravamento da vulnerabilidade da mulher quando o assunto é dinheiro

Por Observatório Febraban

31 de março de 2022, às 14h02

Desde os primórdios, por diversas razões antropológicas e culturais, o ser humano desenvolveu um padrão de comportamento que afasta a mulher das finanças, mesmo que isso tenha mudado, essa ainda é a realidade de muitas mulheres. Rebeca Toyama, especialista em bem-estar financeiro, aproveita para conscientizar mulheres, homens e empresas sobre a importância de cuidarem do bem-estar financeiro.

De acordo com um estudo feito por três pesquisadores brasileiros da ESPM de São Paulo, as desvantagens vividas pelas mulheres ao longo da vida, como o menor acesso ao conhecimento financeiro, empregos de qualidade inferior, menor renda em relação ao mesmo trabalho desenvolvido pelos homens, trajetórias de trabalho irregulares e associadas ao papel de cuidadora dos filhos e da família, contribuem para o agravamento da vulnerabilidade da mulher quando o assunto é dinheiro.

Um outro ponto do estudo que chamou bastante a atenção dos pesquisadores foi que a violência doméstica também tem impacto nas finanças femininas, tanto no curto como a longo prazo. Além da intimidação psicológica também foram identificadas estratégias para prejudicar o trabalho, dependência financeira extrema e táticas de isolamento que fazem as mulheres se sentirem economicamente dependentes e presas no relacionamento.

Para Rebeca, esse cenário reforça os distúrbios de dependência e facilitação financeira, e mostram o quão é preciso chamar a atenção para a importância de ajudarmos as mulheres a desenvolverem habilidades que reduzam a vulnerabilidade financeira, como: confiança, protagonismo, inteligência emocional e autocontrole.

“Mesmo nos casos que o pai, marido ou irmão assumem unilateralmente as finanças com a intenção de proteger, o custo é o enfraquecimento da mulher, que na ausência do homem, seja por divórcio ou falecimento, não tem a experiência para cuidar das finanças domésticas”, explica Rebeca.

O primeiro passo para começar essa mudança é trazer consciência tanto para as mulheres quanto para os homens da importância de se cuidar do bem-estar financeiro em conjunto, para que todos sejam capazes de contribuir com a preservação e multiplicação do patrimônio da família.

A frase ‘se você não controla o seu próprio dinheiro, você não controla a sua própria vida’ vai além de gerar renda ou controlar gastos, discorre sobre tomar decisões e controlar as finanças para se ter liberdade, independência, autonomia e segurança.

O Observatório Febraban revela que na administração do orçamento doméstico, as mulheres dominam, 56% das entrevistadas declararam assumir essa função, contra 44% dos homens. “O protagonismo feminino pode promover uma revolução social, começando por um orçamento doméstico sustentável que garanta qualidade de vida no presente, sem colocar em risco seu futuro”, explica Rebeca.

Endividamento e estresse financeiro. Eles comprometem o bem-estar na vida profissional e pessoal de qualquer pessoa. A especialista Rebeca Toyama preparou 4 dicas para a redução das desigualdades:

  • Para mulheres: acreditem em seus sonhos e se planejam financeiramente para realizá-los, assumam seu papel no orçamento doméstico, demonstrem interesse pelo tema, busquem informações com pessoas que já fazem isso com sucesso;
  • Para homens: sejam grandes aliados nessa causa, compartilhem seus erros e acertos sobre finanças pessoais com as mulheres que estão ao seu redor motivando seu interesse e participação no mercado financeiro;
  • Para famílias: compartilhem e estimulem metas com filhos e filhas envolvendo todos os membros na elaboração e acompanhamento do planejamento;
  • Para empresas: incluam em seus treinamentos programas sobre bem-estar financeiro, educação financeira e aposentadoria.

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