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Economia

Dólar sobe com pacote dos EUA e agenda do Congresso no radar

Por Agência Estado

08 fev 2021 às 09:45 • Última atualização 08 fev 2021 às 10:00

O dólar opera em alta no exterior e ante o real, com investidores globais na esperança de um acordo em torno do pacote fiscal dos EUA e, aqui, de olho no andamento da agenda de votações do Congresso e suas implicações para o problema fiscal do País.

Uma reunião no fim da tarde de hoje entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, o presidente da Câmara, Arthur Lira, e o relator do projeto que dá autonomia ao BC, Silvio Costa Neto (Republicanos-PE), na residência oficial de Lira, fica no radar. O relator apresentou parecer favorável à aprovação do texto, que já foi aprovado pelo Senado.

O PL concede mandatos fixos de 4 anos ao presidente e diretores da instituição, mantém o controle da inflação como objetivo central, mas inclui como metas acessórias suavizar flutuações do nível da atividade econômica e fomentar o pleno emprego. O projeto integra a lista de prioridades da agenda econômica do governo.

Contudo, há ceticismo entre algumas instituições, como o JPMorgan, sobre as chances de aprovação de reformas estruturais no Brasil. Para o banco americano, a reforma administrativa e a tributária não devem passar este ano. O novo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) parecem estar mais empenhados, no curto prazo, com a vacinação no Brasil e em conceder algum tipo de auxílio emergencial, observa o banco americano.

No exterior, o destaque mais cedo foi o juro da T-bond de 30 anos, que atingiu a marca de 2% no mercado de Treasuries, pela primeira vez em quase um ano, enquanto a curva de rendimentos da T-note de dois anos com a de 10 anos se inclinou ao maior nível desde 2017. Às 9h16, o juro do T-Bond de 30 anos desacelerava a 1,9913%; a taxa do T-note dois anos estava em 0,1052% e a do T-Note 10 anos, em 1,1904%.

Às 9h21 desta segunda-feira, o dólar à vista subia 0,55%, a R$ 5,4130. O dólar para março ganhava 0,76%, a R$ 5,4150.

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