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Economia

CNseg: Indenizações no RS podem mais do que dobrar nas próximas semanas

Por Agência Estado

07 de junho de 2024, às 23h22

As indenizações às perdas causadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul, já estimadas em R$ 1,6 bilhão, devem, rapidamente, mais do que dobrar, disse hoje o presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Dyogo Oliveira.

Pelo último levantamento da associação, apresentado há duas semanas, o total de sinistros reportados já passou de 23 mil. Oliveira salientou, no entanto, que este é um balanço preliminar. “Ao longo das próximas semanas, este número deve crescer consideravelmente”, disse o presidente da CNseg, lembrando que grandes indústrias foram atingidas pelas inundações.

Questionado, durante painel no fórum organizado pela Esfera no Guarujá, sobre quanto o valor dessas indenizações deve subir, Oliveira estimou que pode mais do que dobrar.

Ex-ministro do Planejamento e também ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Oliveira lembrou da tragédia climática no Rio Grande do Sul ao defender mais uma vez o seguro social de catástrofes. A proposta prevê indenização emergencial de R$ 15 mil por moradia destruída.

Para o setor de seguros, frisou, a transformação climática já aconteceu. Só últimos quatro anos, lembrou Oliveira, “tivemos duas secas e duas enchentes. Temos é que olhar para o futuro e pressionar para a redução das emissões e do consumo energético”.

“Temos que olhar e aprender com o Japão. Eles têm um tsunami a cada 100 anos, mas se preparam todo ano para um evento que acontece a cada 100 anos. No Brasil temos enchentes todos os anos e não nos preparamos”, criticou o presidente da CNseg.

Outro ponto destacado por Oliveira é o da resiliência – ou seja, a adaptação do País, como infraestrutura mais resistente, a eventos climáticos. “Temos que nos adaptar a essa nova realidade. Precisamos prevenir, cuidar das encostas, drenagem nas cidades e buscar mais resiliência, construir mais casas e edifícios resistentes”, Oliveira.

De acordo com ele, o brasileiro não tem cultura de fazer seguros a suas casas, o que explica por que as indenizações no Rio Grande do Sul são muito menores do que os prejuízos que a população teve com as chuvas. Mas Oliveira reconhece que o setor de seguros precisa avançar muito ainda a questão de coberturas de infraestruturas.

“Temos que ter seguro de infraestrutura, ampliação de seguro residencial e empresarial. Empresas não contratam coberturas para esses eventos extremos”, observou.

No painel do fórum que tratou das mudanças climáticas, o vice-presidente executivo de finanças e relações com investidores da Vale, Gustavo Pimenta, avaliou que o Brasil tem uma oportunidade única de promover a transição verde, levando em conta a matriz energética, já em maior parte renovável, e o solo rico em minerais “fundamentais” para as tecnologias que vão permitir a substituição dos combustíveis fósseis.

Conforme o executivo, os metais de transição se tornaram o grande foco da Vale – entre eles, o níquel, um dos metais usados nas baterias de carros elétricos. “Somos grandes produtores de níquel, que é fundamental para a transição energética”, afirmou.

*os repórteres viajaram a convite da Esfera

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