Bolsas de NY fecham sem direção única, em meio a cautela sobre acordo EUA-China


As bolsas de Nova York fecharam sem direção única nesta terça-feira. Os índices Dow Jones e S&P 500 encerraram em queda, mas o Nasdaq registrou ganho e renovou recordes de fechamento. O dia foi marcado pela cautela de investidores em torno das negociações pelo acordo comercial entre Estados Unidos e China, com notícias que reforçaram sentimentos de incerteza, diminuindo o apetite por risco.

O Dow Jones fechou em queda de 0,36%, aos 27.934,02 pontos, enquanto o S&P 500 recuou 0,06%, aos 3.120,18 pontos. Já o Nasdaq teve alta de 0,24%, aos 8.570,66 pontos.

Embora os três índices tenham apresentado máximas históricas intraday, os mercados foram perdendo fôlego ao longo do dia. O setor de varejo pesou, influenciando no recuo do Dow Jones, com a queda de 5,4% nas ações da Home Depot, após divulgação de balanço. Apesar do lucro acima das expectativas, a empresa decepcionou nas vendas ao apresentar receita de US$ 27,22 bilhões, abaixo da previsão de US$ 27,53 bilhões. A loja de departamentos Kohls seguiu a tendência e fechou com baixa de 19,5%.

Entre as grandes empresas negociadas na Nasdaq, contribuíram para os ganhos do dia as ações da IBM, que subiram 0,16%, e da Intel, que teve valorização de 0,17%.

No início da tarde, as bolsas de Nova York e os juros dos Treasuries passaram a cair, sugerindo que os investidores migravam do mercado acionário para a renda fixa. Como pano de fundo estavam as incertezas globais no radar, com falta de sinais claros sobre as negociações entre EUA e China.

A Bloomberg noticiou que Pequim e Washington usarão, na “fase 1”, o texto de um acordo que começou a ser negociado em maio e não foi fechado. Ele servirá como base para decidir a magnitude do alívio tarifário para ambas as nações.

Já o presidente americano, Donald Trump, afirmou estar “muito feliz” com as negociações comerciais em andamento com os chineses, mas ameaçou Pequim com tarifas maiores caso os dois lados não firmem um acordo comercial de “fase 1”.

Para analistas do BBH MarketView, apesar de alguns sinais recentes de preocupação, o acordo sino-americano deve ser assinado antes do final do ano. “Acreditamos que a reversão de tarifas fará parte do acordo, embora a velocidade e extensão ainda não tenham sido determinadas. Isso é indubitavelmente bom para o crescimento global”, avalia a instituição.

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