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Economia

Ano não está favorável para a agropecuária e 2º tri vai ter ainda questão do RS, diz IBGE

Por Agência Estado

04 de junho de 2024, às 18h07

O avanço de 11,3% no Produto Interno Bruto (PIB) da Agropecuária no primeiro trimestre de 2024 representa uma recuperação das perdas vistas nas lavouras no último trimestre de 2023, justificou Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além disso, a pecuária cresceu mais neste primeiro trimestre de 2024 do que no anterior, completou.

“Não está sendo um ano muito bom para a agropecuária”, resumiu Palis.

Segundo a pesquisadora, além de 2024 não ter começado favorável para o setor, o segundo trimestre ainda deve assimilar os impactos provocados pelas enchentes no Rio Grande do Sul.

“O primeiro trimestre não tem nada de impacto em relação ao Rio Grande do Sul”, lembrou. “No interanual, a única atividade (econômica) que está caindo é a agropecuária”, lembrou.

Em relação ao primeiro trimestre de 2023, o PIB agropecuário encolheu 3,0%, devido a prejuízos às lavouras decorrentes de condições climáticas adversas. Houve perdas de produtividade nas safras de soja, milho, fumo e mandioca. Por outro lado, o bom desempenho da pecuária evitou uma queda ainda maior no PIB agropecuário do período.

“O PIB da agropecuária está num patamar alto (em volume), mas o mais alto foi no primeiro trimestre do ano passado”, acrescentou Palis.

Ainda sob a ótica da oferta, o PIB industrial caiu 0,1% no primeiro trimestre de 2024 ante o quarto trimestre de 2023. Em comparação ao primeiro trimestre de 2023, houve um avanço de 2,8%.

Os quatro componentes da indústria cresceram em relação ao primeiro trimestre do ano passado: extrativas (5,9%), produção e distribuição de eletricidade, gás e água (4,6%), construção (2,1%) e transformação (1,5%).

“A eletricidade e água crescendo, a maior parte é residencial, pelo calor no início do ano”, disse Palis. “Desde o final do ano passado, o calor já estava muito alto.”

Quanto à construção, Palis confirma que os meses que antecedem as eleições municipais costumam registrar alta nas obras de infraestrutura, beneficiando a construção, mas esses empreendimentos já teriam sido iniciados no ano passado.

“As prefeituras não vão fazer a obra inteira rápida, mais concentrada agora, e ainda tem a questão que não pode gastar na eleição. Para gastar esse ano, você tem que começar antes”, explicou.

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