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Economia

Alta externa e perspectiva de retomada da pauta de reformas impulsionam Ibovespa

Por Agência Estado

02 fev 2021 às 11:51 • Última atualização 03 fev 2021 às 08:59

A confirmação da vitória dos candidatos governistas às presidências do Senado e da Câmara, cuja expectativa é de retomada da agenda reformista, o avanço das bolsas internacionais e do petróleo devem favorecer ganhos ao Ibovespa. Em meio à busca por risco, o índice brasileiro deve ir para o segundo dia seguido de valorização, depois de subir 2,13%, aos 117.517,57 pontos, ontem, podendo ir além dessa marca. Em contrapartida, o recuo do minério de ferro na China pode pesar, bem como os impasses relacionados a Brumadinho (MG). O investidor ainda avalia a produção industrial, informada há pouco pelo IBGE, além do balanço do Itaú Unibanco.

“Há bons motivos para o Ibovespa seguir em alta e buscar novamente o patamar que estamos fixando inicialmente, que é a pontuação dos 120.500 pontos”, afirma em comentário a clientes o economista-chefe do ModalMais, Álvaro Bandeira.

Às 11h37, o Ibovespa subia 1,90%, aos 119.752,54 pontos.

No exterior, segue o otimismo com avanço de aprovação do pacote de trilhões nos EUA. Já a disse que o país será capaz de oferecer vacinas contra a covid-19 para todos seus cidadãos até o final do terceiro trimestre de 2021, que marca o fim do verão no Hemisfério Norte. “O cenário externo parece querer deixar para trás o episódio da GameStop. Ótima oportunidade para o Brasil reformar e resolver a questão fiscal, após a vitória do governo nas eleições no Congresso”, avalia o CEO da Ohmresearch, Roberto Attuch Jr.

A expectativa no mercado local é que a definição dos nomes dos representantes do Congresso brasileiro coloquem nas mesas de debate a pauta de reformas tanto aguardada por investidores, como a administrativa, tributária e privatizações. Com o resultado, o governo deve ter vida mais suave e ver aprovada mudanças e reformas, afirma Bandeira, ponderando que é preciso definir o que de fato quer claramente endereçar.

Para analistas ouvidos pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) são cautelosos quanto a avanços significativos. No máximo, acreditam no avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Emergencial, que é apenas parte de um pacote do governo para reequilibrar as contas públicas.

“Não deve ser nada fantástico, a PEC Emergencial e, talvez, também ajude a esfriar o debate sobre pedido de impeachment do presidente Bolsonaro”, avalia Mauro Orefice, diretor de investimentos da BS2 Asset.

Hoje, o ministro da Economia, Paulo Guedes, deve sinalizar a Pacheco e a Lira as prioridades da agenda econômica em 2021, sendo que a votação do Orçamento deste ano tende a aparecer no topo da lista de prioridades.

Nesta manhã, o novo presidente do Itaú, Milton Maluhy, comenta a alta de 7% no lucro do banco no quarto trimestre ante o anterior e recuo de 26,1%, a R$ 5,388 bilhões, no último trimestre de 2020 no confronto com igual período de 2019. Dentre as palavras, disse que a inadimplência subirá a níveis inferiores a outras crises e o que o pico se dará no quarto trimestre deste ano ou nos primeiros três meses de 2022. As ações do banco cediam 0,10%.

Em tempo: a queda do minério de 4,63% negociado no porto chinês de Qingdao (US$ 149,80 tonelada), no fechamento de hoje, segundo analistas, reflete a cautela de investidores antes do feriado de uma semana do Ano Lunar na China. Os festejos começam no dia 11. O recuo pesa nas ações da Vale ON, que cediam 2,14%. Já Petrobras e Eletrobras subiam quase 6% e perto de 5%, rspectivamente, diante da expectativa de avanço das reformas.

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