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Brasil

SP e Rio têm propostas diferentes para usuários de drogas

Por Agência Estado

07 de junho de 2019, às 08h46 • Última atualização em 07 de junho de 2019, às 11h39

Iniciado em maio de 2017, o Programa Redenção, da Prefeitura de São Paulo, tem feito internações voluntárias na capital. A possibilidade da internação involuntária ainda será discutida, segundo o psiquiatra Arthur Guerra, coordenador do programa. “Os próximos passos serão: ter integração maior entre Estado e Município e fazer aproximação com o governo federal para que possamos entender melhor a política e ter sistema de avaliação desse trabalho, com pesquisa qualitativa.”

Em 2017, o então prefeito e hoje governador João Doria (PSDB) pediu à Justiça permissão para internar usuários de drogas da Cracolândia à força, sem aval do juiz caso a caso. Após contestação da Defensoria, essa ação acabou extinta.

Já no Estado de São Paulo, de 2013 até março deste ano, o programa Recomeço registrou a desintoxicação de 18,5 mil pessoas – 28% delas involuntárias.

Rio

Em 2009, quando Eduardo Paes (DEM) era prefeito do Rio, o carro-chefe de sua administração foi a Operação Choque de Ordem – que incluía a internação involuntária de usuários de droga. Houve críticas de que a política era higienista e a ação durou só 15 meses.

Hoje, vigoram os três tipos de internação, mas a política atual é focada na redução de danos, que privilegia as ações de prevenção e as internações voluntárias.

Internação forçada

O presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta quinta-feira, 6, a nova política nacional de drogas, que prevê e facilita a internação involuntária (sem consentimento) de usuários de drogas por até três meses. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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