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Cotidiano

Obstetra nota busca igual, mas acalmar mães fica mais fácil

Por Agência Estado

15 ago 2020 às 09:01 • Última atualização 15 ago 2020 às 10:15

Obstetra no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), Sckarlet Ernandes Biancolin ainda não percebeu diminuição no caso de mães com o novo coronavírus. A principal mudança na sua rotina está relacionada ao conhecimento sobre a doença. Ela conta que, especialmente no início da pandemia, as mães chegavam preocupadas, queriam saber se o filho iria nascer com a covid-19 e também se a criança poderia ficar com algum tipo de sequela.

As perguntas continuam, mas agora é possível tranquilizá-las.

“Ficamos contentes porque não saiu nenhum estudo até agora que associe a covid com má-formação (em fetos). Existe o risco de transmissão, mas já há estudos que provam que, se os protocolos de higiene forem adotados, o filho não pegará.”

Pesquisa publicada na revista médica The Lancet em julho mostrou que as mães podem compartilhar os quartos com seus recém-nascidos e amamentar normalmente. Por precaução, os berços precisam estar a 1,8 metro de distância das mulheres. Elas também precisam estar de máscara e higienizar os seios e as mãos antes de amamentar.

Por outro lado, o elevado número de grávidas que morreram por causa da covid-19 no Brasil preocupa. Das 160 mortes de gestantes com o coronavírus registradas entre o início da epidemia e 18 de junho, 124 ocorreram no Brasil, de acordo com estudo publicado no International Journal of Gynecology and Obstetrics, assinado por cientistas de cinco universidades brasileiras.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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