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Cotidiano

Motorista de Porsche se entrega; conduta de PMs será investigada

Caso foi registrado inicialmente como homicídio culposo, mas delegado mudou para homicídio com dolo eventual

Por Agência Estado

02 de abril de 2024, às 07h35 • Última atualização em 02 de abril de 2024, às 09h52

Situação do Porsche após a batida na madrugada deste domingo - Foto: Polícia Civil / Divulgação

Indiciado pela colisão que matou um motorista de aplicativo, neste domingo, 31, o empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, de 24 anos, foi liberado por PMs do local do acidente, de onde saiu com a mãe, e não foi encontrado depois no hospital onde disse que estaria, segundo o boletim de ocorrência do acidente. Na tarde desta segunda, 1º, ele se entregou. Por causa do episódio, o ouvidor das Polícias do Estado de São Paulo, Claudio Silva, disse que o órgão acionaria ontem a Corregedoria da Polícia Militar para que a conduta dos PMs que atenderam o caso fosse apurada. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) disse que também vai apurar eventual falha dos PMs.

Após se apresentar no 30.º DP (Tatuapé), o empresário prestou depoimento acompanhado por dois advogados. Ele não falou com a imprensa.

Dolo eventual

Embora o caso tenha sido registrado inicialmente como homicídio culposo (sem intenção de matar), o delegado Nelson Vinícius Alves, do 30.º DP, indiciou Andrade Filho como autor de homicídio com dolo eventual – quando se assume o risco de matar. A alta velocidade é o fator usado para tipificar o dolo eventual. “Ele usou o carro como uma arma”, disse Alves. Às 19h de ontem, Andrade Filho seguia no distrito, enquanto a decisão judicial sobre pedido de sua prisão temporária era aguardada. No domingo, o empresário bateu seu Porsche 911 Carrera GTS, avaliado em mais de R$ 1 milhão, na traseira do Sandero dirigido por Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos, que morreu por “traumatismos múltiplos” no hospital.

Mãe

No BO, os PMs dizem que a mãe do empresário foi à Avenida Salim Farah Maluf, na zona leste, local do acidente, e disse que o levaria ao Hospital São Luiz, na zona sul, pois a boca dele estava ferida. Quando os PMs foram ao hospital para fazer o teste do bafômetro, não encontraram o empresário nem a mãe. Foram então até a casa dele, sem êxito.

Segundo policiais civis ouvidos pelo Estadão, que pediram anonimato, os PMs levaram quase 5 horas para informar o caso à delegacia. A SSP diz que em “ocorrências de trânsito, a prioridade da PM é garantir o resgate das vítimas e preservar o local”. A pasta, porém, diz que analisará a “dinâmica da ocorrência para identificar eventual erro”. E não precisou o tempo decorrido entre a chegada da PM ao local e o registro do BO.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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