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Cotidiano

MEC anuncia 10 novos câmpus de universidades e 8 hospitais universitários; veja onde vão ficar

Por Agência Estado

10 de junho de 2024, às 19h34 • Última atualização em 11 de junho de 2024, às 10h00

O governo federal, por meio do Ministério da Educação (MEC) anunciou o investimento de R$ 5,5 bilhões de recursos federais, como parte do novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), para a consolidação das universidades federais, criação de 10 novos câmpus e melhoria da infraestrutura de 31 hospitais universitários, com a criação de oito novos hospitais.

Do montante total, R$ 600 milhões serão destinados à construção dos dez novos campi universitários serão espalhados pelas cinco regiões do País. As cidades escolhidas são:

– São Gabriel da Cachoeira (AM);

– Rurópolis (PA);

– Cidade Ocidental (GO);

– Baturité (CE);

– Estância (SE);

– Jequié (BA);

– Sertânia (PE);

– Ipatinga (MG);

– São José do Rio Preto (SP);

– Caxias do Sul (RS).

Segundo o governo federal, as localidades foram escolhidas com o objetivo de ampliar a oferta de vagas da educação superior em regiões com baixa cobertura de matrículas públicas nessa etapa de ensino.

Serão repassados ainda R$ 250 milhões, que se somam aos R$ 1,5 bilhão, destinados em agosto de 2023, para 31 hospitais universitários da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh):

– 2 hospitais no Centro-Oeste, com um investimento de R$ 66 milhões;

– 14 no Nordeste, onde o repasse chegará a R$ 572 milhões;

– 3 no Norte, onde serão investidos R$ 160 milhões;

– 7 no Sudeste, onde o custo previsto é de R$ 550 milhões; e

– 5 no Sul, a R$ 385 milhões.

Oito hospitais são novos e estão ligados às Universidades Federais de Pelotas (RS), de Juiz de Fora (MG), de Lavras (MG), do Acre, de Roraima, do Rio de Janeiro, de São Paulo, e do Cariri (CE).

Além disso, o governo anunciou R$ 3,17 bilhões para consolidação da rede federal de universidades e melhoria da qualidade da educação superior, destinados a 338 obras para a infraestrutura dos câmpus (salas de aula, laboratórios, bibliotecas, auditórios, estruturas acadêmicas e complexos esportivos e culturais) e assistência estudantil (refeitórios, moradias, equipamentos de saúde e centros de convivência). Serão:

– 51 obras nas universidades da Região Norte, totalizando R$ R$ 271 milhões;

– 117 no Nordeste, com R$ 808 milhões investidos;

– 76 no Sudeste, com R$ R$ 815 milhões;

– 58 no Sul, com R$ 322 milhões; e

– 35 no Centro-Oeste, com R$ 205 milhões.

O Programa Bolsa Permanência (PBP), destinado a estudantes de baixa renda, será ampliado em 5.600 novas vagas, por meio de um aporte de mais R$ 35 milhões – o que deixa o programa com um orçamento de R$ 233 milhões (um aumento de 135% em relação a 2022 e de quase 60% em relação a 2023).

De acordo com o MEC, todos os estudantes indígenas e quilombolas de universidades e institutos federais passarão a ser atendidos pelo programa. Atualmente, cerca de 13 mil alunos nesse perfil fazem parte do PBP. A partir deste ano, a cobertura ultrapassará 18 mil beneficiários. O valor da bolsa para esse grupo de estudantes é de R$ 1.400, desde 2023.

Já para a educação profissional e tecnológica (EPT), foram anunciados investimentos de R$ 3,9 bilhões para a construção de 100 novas unidades e consolidação dos 685 atuais campi dos institutos federais (IFs).

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