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Cotidiano

Governador do Rio Grande do Sul pede desculpas após fala sobre doações

Em entrevista, Eduardo Leite disse que o reerguimento dos comércios de pequeno porte pode ser dificultado pelo grande volume de doações

Por Agência Estado

16 de maio de 2024, às 08h27 • Última atualização em 16 de maio de 2024, às 10h05

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), se tornou alvo de críticas em redes sociais após dizer que o reerguimento dos comércios de pequeno porte do Estado pode ser dificultado pelo grande volume de doações à população gaúcha

O assunto foi um dos mais comentados no X (antigo Twitter) na manhã de ontem. Depois da repercussão negativa, Leite publicou um pedido de desculpas e disse que o impacto no comércio local será preocupação “para um outro momento”.

Em entrevista concedida à Rádio BandNews FM nesta terça-feira, 14, Leite agradeceu a solidariedade do povo brasileiro e disse que não despreza a mobilização nacional de ajuda ao Rio Grande do Sul, mas que “o reerguimento desse comércio fica dificultado na medida em que você tem uma série de itens que estão vindo de outros lugares do País”. “Um dos pontos que pedi à nossa equipe é que ajude a estruturar, na medida do possível, ferramentas e canais para que aquelas pessoas de outros locais que queiram fazer doações possam fazer também ajudando o comércio local. Porque quando você tem um volume tão grande de doações físicas chegando ao Estado, há um receio, pelo que já observamos em outras circunstâncias, sobre o impacto que isso terá no comércio local”, declarou o governador. Ele acrescentou que a tecnologia pode proporcionar um caminho para unir “a disposição das pessoas de ajudar com a necessidade local dos comerciantes para se reerguer, de forma que todos sejam atendidos”.

Depois da repercussão negativa, Leite publicou um vídeo de esclarecimento em suas redes sociais, em que pede desculpas e reforça que não teve intenção de inibir ou desprezar as doações ao Estado. O governador disse também que o impacto no comércio local será uma preocupação para outro momento, e “não durante essa onda de solidariedade que está nos abraçando”.

“O nosso desafio enquanto governo é o de lidar com essa complexa logística com relação às inúmeras doações que não param de chegar, fazendo com que elas cheguem de fato a quem mais precisa. Por favor, compreendam: as últimas semanas têm sido brutais para todos e ninguém é livre de errar. Portanto, o meu mais sincero pedido de desculpa.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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