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Brasil e Mundo

Fugitivos da Penitenciária de Mossoró são recapturados no Pará, a 1,6 mil quilômetros de distância

Deibson Cabral Nascimento e Rogério da Silva Mendonça haviam escapado do presídio em 14 de fevereiro

Por Agência Estado

04 de abril de 2024, às 15h53 • Última atualização em 04 de abril de 2024, às 16h15

Os dois fugitivos da Penitenciária Federal de Mossoró, no interior do Rio Grande do Norte, foram recapturados nesta quinta-feira, 4, após 50 dias de buscas. Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral Nascimento haviam escapado do presídio em 14 de fevereiro e desde então eram procurados por forças federais e estaduais na região. A localização aconteceu em Marabá, no Pará, a 1,6 mil quilômetros de Mossoró.

“Na tarde desta quinta-feira, em uma ação conjunta das polícias Federal e Rodoviária Federal, foram presos, em Marabá (PA), os foragidos do Sistema Penitenciário Federal Rogério Mendonça e Deibson Nascimento”, informou em nota o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Deibson e Rogério foram os primeiros a conseguirem escapar de unidade federal – Foto: Iapen-AC

No dia 13 de março, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, havia ressaltado o que chamava de “êxito” da operação de busca. “A operação, ao meu juízo, é uma operação que está se desenvolvendo com êxito até o momento. Há fortes indícios que ainda se encontram na região. O fato positivo é que não conseguiram escapar do perímetro original (que foi delimitado).” Os foragidos acabaram sendo localizados em outro Estado.

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Na semana passada, ao anunciar a desmobilização da Força Nacional da força-tarefa na área potiguar, a pasta destacou a mudança no perfil da operação. A polícia passaria a focar em “ações de inteligência” para localizar a dupla de criminosos.

Diversas forças policiais foram mobilizadas para encontrar a dupla. A operação chegou a contar com cerca de 500 agentes da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Penal Federal, Força Nacional, Corpo de Bombeiros, além de policiais militares dos Estados de Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Paraíba e Goiás, se revezando em turnos de dia e noite.

Ao longo das buscas, sete suspeitos foram presos por supostamente auxiliarem na fuga. A prisão mais recente ocorreu nesta semana. Um homem foi preso na segunda-feira, 1º, sob suspeita de integrar a rede de apoio.

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Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará (Ficco), em ação conjunta com o Bope – Polícia Militar do Estado do Ceará, prendeu o indivíduo em uma pousada na Praia do Futuro, em Fortaleza, no Ceará, cumprindo mandado de prisão expedido pela 8º Vara Federal de Mossoró. Ele era procurado por integrar organização criminosa.

Recapturados são ‘matadores’ do Comando Vermelho

Primeiros presos a fugir de uma penitenciária federal de segurança máxima no Brasil, Deibson Cabral Nascimento e Rogério Silva Mendonça ascenderam no mundo do crime organizado atuando no Acre como “matadores” do Comando Vermelho (CV), facção criminosa que surgiu no Rio de Janeiro e hoje é considerada dominante na região Norte.

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Os criminosos, que possuem condenações que somam mais de 100 anos, foram transferidos para Mossoró, no interior do Rio Grande do Norte, no fim de setembro do ano passado. A decisão se deu após a dupla participar de uma rebelião que resultou em cinco mortes em um presídio de Rio Branco.

Presos chegam a delegacia em Marabá – Foto: Ministério da Justiça

Quatro meses depois, eles protagonizam a primeira fuga de uma unidade da rede penitenciária federal, onde também estavam líderes de facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC). São cinco presídios do tipo no País: além de Mossoró, onde a fuga ocorreu, há unidades em Catanduvas (PR), Campo Grande, Porto Velho e Brasília. A primeira delas, no Paraná, foi inaugurada em 2006.

Inquérito apontou falha de procedimento

A Corregedoria-Geral da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), do Ministério da Justiça e da Segurança Pública, concluiu relatório sobre a responsabilidade de servidores da Penitenciária Federal de Mossoró (RN) na fuga.

O resultado da apuração, divulgado na tarde desta terça-feira, 2, diz que não há indícios de corrupção no caso, mas aponta falhas nos procedimentos carcerários de segurança. Ao todo, 10 servidores responderão a processos administrativos.

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