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Covid-19

Delegacia Eletrônica já registra violência doméstica

Serviço passou a ser oferecido em meio à pandemia do novo coronavírus (Covid-19), evitando aglomerações nos distritos policiais

Por Da Redação

03 abr 2020 às 17:16 • Última atualização 03 abr 2020 às 20:49

O governo do Estado de São Paulo anunciou nesta sexta-feira (3) que a Delegacia Eletrônica começou a registrar casos de violência doméstica. O serviço passou a ser oferecido em meio à pandemia do novo coronavírus (Covid-19), evitando aglomerações nos distritos policiais e, assim, reduzindo os riscos de contágio.

O atendimento presencial prossegue normalmente nas 134 DDMs (Delegacia de Defesa da Mulher) do Estado, mas agora as vítimas desse tipo de crime têm a opção digital para buscar ajuda e se defender dos agressores.

“Dado o aumento do isolamento social, nós estamos atentos para a proteção das mulheres dentro das suas casas”, disse o governador João Doria(PSDB) durante entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, com a participação do Secretário da Segurança Pública, General João Camilo Pires de Campos.

Foto: Reprodução
Delegacia eletrônica já registra casos de violência doméstica

De acordo com a Delegada Jamila Ferrari, Coordenadora das DDMs em São Paulo, o atendimento eletrônico às vítimas de violência contra a mulher já estava sendo planejado pela Polícia Civil e teve seu lançamento antecipado por conta da crise da Covid-19.

“Buscamos nos antecipar a um fenômeno que ocorreu em outros países, como China, Espanha, França e Estados Unidos, que registraram aumento no número de casos após adotarem medidas de isolamento social”, afirmou a Delegada.

A principal vantagem do novo serviço, segundo Jamila, é a agilidade na notificação das ocorrências. “A vítima poderá acessar o site de qualquer dispositivo conectado à internet, como smartphone, tablet ou computador. Esse serviço é essencial em um período em que as mulheres têm dificuldade para sair de casa”, acrescentou.

A Coordenadora das DDMs ressalta que os casos de violência doméstica terão prioridade no atendimento eletrônico e que o serviço ainda deve ser melhorado para facilitar o contato das vítimas com as autoridades de segurança.

“Vamos aprimorar a ferramenta gradualmente, principalmente em relação às questões técnicas. O importante é que estamos colocando à disposição da sociedade mais uma ferramenta de defesa das mulheres. E as que preferirem buscar ajuda em uma delegacia física também serão atendidas normalmente”, disse.

Assim como nos demais casos registrados pela delegacia eletrônica, os boletins de violência doméstica passarão por uma triagem e serão encaminhados às DDMs ou distritos policiais correspondentes à região de cada ocorrência.

Caberá aos delegados e delegadas responsáveis providenciar as diligências e perícias necessárias, assim como entrar em contato com as vítimas.