Chega a 939 número de localidades atingidas por óleo no Nordeste, RJ e ES


O número de localidades atingidas por óleo continua aumentando e chegou a 939, segundo balanço divulgado na quinta-feira, 12, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Praias, mangues, rios e áreas de proteção ambiental de ao menos 129 municípios de todos os nove Estados do Nordeste, do Espírito Santo e do Rio de Janeiro foram afetados por fragmentos ou manchas de petróleo cru desde 30 de agosto.

O Ibama chegou a divulgar na quarta-feira, 11, o número de 997 localidades atingidas, mas voltou atrás no dia seguinte e atribuiu a mudança a um erro ao contabilizar como “óleo não observado” pontos que “nunca tiveram toque de óleo”.

O balanço também indica que 17 localidades ainda estão com manchas de óleo (isto é, mais de 10% de contaminação), outras 493 têm fragmentos da substância e 429 são consideradas “limpas”. Dentre os locais ainda com óleo, mais de 30 ficam na Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais, maior unidade de conservação federal marinha costeira do Brasil, com cerca de 120 quilômetros de praias e mangues.

O óleo está distribuído da seguinte forma: Maranhão (24 localidades), Piauí (9), Ceará (4), Rio Grande do Norte (12), Paraíba (4), Pernambuco (21), Alagoas (77), Sergipe (62), Bahia (222), Espírito Santo (72) e Rio de Janeiro (3).

Em relação à fauna, ao menos 158 animais oleados foram identificados pelo Ibama. Os dados se referem especialmente a tartarugas marinhas (104) e aves (39). Nas redes sociais, a Fundação Mamíferos Aquáticos chegou a compartilhar imagens da recuperação de uma ave oleada encontrada em Maragogi (AL).

Na Praia do Janga, em Paulista (PE), o jornal O Estado de S. Paulo chegou a encontrar algumas dezenas de peixes mortos junto a uma grande mancha em outubro. Além disso, o material já foi encontrado em regiões de corais.

Pesquisadores apontam que o petróleo também foi encontrado no organismo de animais diversas, como mariscos e peixes. Eles também ressaltam que o impacto ambiental do óleo pode persistir por décadas.

A primeira mancha de óleo foi oficialmente identificada em 30 de agosto, no município de Conde, na Paraíba. Quatro dias depois, o material foi encontrado no segundo Estado, Pernambuco, na Ilha de Itamaracá. Em 1º de outubro, a Bahia foi o nono e último Estado do Nordeste a receber óleo, com a primeira mancha identificada na Mata de São João. Por fim, fragmentos são encontrados no Espírito Santo, desde 7 de novembro, e no Rio de Janeiro, desde 22 de novembro.

Ao todo, foram retiradas mais de 4,5 mil toneladas de petróleo e itens contaminadas com o óleo, tais como baldes e equipamentos de proteção.

LIBERAL VIRTUAL Acesse agora