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COVID-19

Após ‘vida normal’ pela manhã, Belém começa a seguir regra de bloqueio

Até domingo, as medidas tomadas para manter as pessoas em casa serão aplicadas em caráter educativo

Por Agência Estado

08 Maio 2020 às 07:40 • Última atualização 08 Maio 2020 às 08:35

O primeiro dia de bloqueio total das atividades não essenciais em Belém mudou gradativamente o cenário da capital. Outros nove municípios paraenses também adotaram o “lockdown”. Na manhã desta quinta-feira, o comércio, feiras, mercados e vias, sobretudo na periferia da cidade, estavam lotados. À tarde, a realidade era outra: a movimentação quase zero. Estabelecimentos comerciais baixaram as portas e a circulação de pessoas diminuiu, após uma operação de agentes da Segurança Pública.

Até domingo, as medidas tomadas para manter as pessoas em casa e evitar a proliferação do novo coronavírus no Pará serão aplicadas em caráter educativo. Mas, partir de segunda-feira, quem desrespeitar o Decreto Estadual 729/2020 sofrerá penalidades. Pessoas físicas receberão multas de R$150 e estabelecimentos comerciais, de R$ 50 mil. Em caso de reincidência, os valores duplicam.

Agentes de segurança pública iniciaram ações para fazer cumprir o decreto de lockdown – Foto: Marcelo Seabra / Agência Pará

Na Feira do Ver-o-Peso, que estava lotada pela manhã, por volta das 15 horas poucos feirantes ainda tentavam vender o restante das mercadorias, sob baixo movimento. Ao mesmo tempo em que havia a preocupação com o novo coronavírus, eles permaneciam desolados.

Maria do Carmo de Almeida, de 47 anos, relutou e foi “à labuta”. “Eu sei que neste momento é importante ficar em casa. Mas o meu sustento é a venda de frutas. Daqui para frente, já nem sei o que farei, com o baixo movimento. Entendo, mas, para mim, é triste”, lamentou.

Até nos bancos, como nas agências da Caixa Econômica Federal, que estava registrando aglomerações diárias, as filas estavam pequenas.

Na última quarta-feira, um dia antes de valer o decreto estadual, Belém registrava o índice de isolamento de 48,5%, quando o ideal é de 70%, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.