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Cotidiano

Adolescente suspeito de matar casal de idosos e genro é encontrado morto em Bauru

Por Agência Estado

28 de maio de 2024, às 22h34 • Última atualização em 29 de maio de 2024, às 10h48

Um adolescente de 15 anos foi encontrado morto com ferimentos nas costas, na manhã de segunda-feira, 27, em um prédio abandonado em Bauru, no interior de São Paulo. Ele era considerado suspeito de ter matado três pessoas na casa vizinha à sua, em Agudos, cidade de 37 mil habitantes vizinha de Bauru, na sexta-feira, 24, e estava sumido desde então. A Polícia Civil investiga se ele foi morto, se praticou suicídio ou sofreu morte acidental.

O adolescente morava com a mãe e a irmã e, segundo elas contaram à Polícia Civil, tinha comportamento violento. A mãe disse ter sido agredida pelo filho, dias atrás, por ter confiscado o celular dele. No imóvel vizinho, no bairro Professor Simões, moravam Aparecido Roberto Carrasco, de 74 anos, e sua mulher, Fátima Sanches Carrasco, de 70.

A irmã do adolescente contou à polícia que na sexta-feira à tarde escutou passos no telhado, e em seguida viu o irmão descendo de lá. Ele tomou banho, colocou algumas peças de roupa dentro de uma sacola e saiu sem dizer aonde ia. Voltou 40 minutos depois.

Nesse intervalo, a filha de Aparecido e Fátima – os vizinhos do adolescente – estava preocupada com o marido, Valdinei de Sousa, de 57 anos. Ele tinha saído de casa para caminhar, não levou celular e estava demorando mais que o habitual. Como Valdinei tinha o hábito de visitar os sogros durante as caminhadas, a mulher ligou para a casa deles, mas ninguém atendeu. Então ela foi até o imóvel para ver o que tinha acontecido.

Ao chegar à casa, a mulher encontrou os três mortos: o pai no corredor entre a sala e a cozinha, a mãe na cozinha e o marido na sala, todos vítimas de facadas no pescoço. O fogão estava pegando fogo.

A polícia foi chamada e, após analisar a cena do crime, suspeita que o assassino tenha invadido a casa pelos fundos – não havia sinais de arrombamento – e matado primeiro Aparecido. A princípio não foi constatada a falta de nenhum objeto de valor, o que afastaria a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte).

Segundo a irmã do adolescente, o crime na casa vizinha já havia sido descoberto e a polícia estava lá quando ele saiu de casa dizendo que iria encontrar um amigo e dormiria na casa dele, na mesma cidade.

A polícia apurou que, após sair de casa, o adolescente foi a uma loja de roupas, onde gastou R$ 360, e pagou um sorvete para o amigo usando uma nota de R$ 50. Ouvido pela polícia, esse amigo disse ter estranhado a conduta do adolescente, que nunca tinha dinheiro. O amigo também afirmou ter ouvido do jovem que ele iria para Bauru no dia seguinte.

Após dormir na casa do amigo, o adolescente não foi mais visto até segunda-feira, 27, quando foi encontrado morto em um prédio abandonado na Vila Regina, em Bauru. Apesar dos ferimentos nas costas, a causa da morte ainda não foi confirmada pela polícia.

Para o delegado Marcos Jeferson da Silva, que trabalha em Agudos e investiga os três assassinatos, ainda não é possível concluir que o adolescente foi o autor desses crimes. Silva não descarta nenhuma hipótese e pesquisa imagens de câmeras que possam ter flagrado momentos anteriores ou posteriores ao crime.

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