30 de maio de 2020 Atualizado 21:21

8 de Agosto de 2019 Atualizado 13:56
MENU

Compartilhe

Rio de Janeiro

Adolescente de 14 anos morre durante ação policial em São Gonçalo

O garoto João Pedro Mattos estava na casa de parentes quando foi atingido

Por Agência Estado

19 Maio 2020 às 13:48 • Última atualização 19 Maio 2020 às 14:39

Um adolescente de 14 anos morreu na tarde de segunda-feira após ser atingido por um disparo durante operação policial no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

O garoto João Pedro Mattos estava na casa de parentes quando foi atingido. Familiares declararam que ficaram sem notícias sobre o paradeiro do corpo até a manhã desta terça-feira.

Segundo a Polícia Civil, a operação – uma ação conjunta das Polícias Federal e Civil e que contou com o apoio aéreo da Polícia Militar – visava cumprir dois mandados de busca e apreensão contra líderes de uma facção criminosa.

Ainda de acordo com a corporação, durante a ação, seguranças dos traficantes tentaram fugir e dispararam contra os policiais, inclusive arremessando granadas na direção dos agentes.

A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI) instaurou inquérito para apurar a morte de João Pedro. A perícia no local já foi realizada e duas testemunhas prestaram depoimento na delegacia.

Os policiais que participaram da ação foram ouvidos e as armas apreendidas para confronto balístico. Outras diligências estão sendo realizadas para esclarecer as circunstâncias do fato.

João Pedro foi socorrido e levado em um helicóptero da PM. Médicos do Corpo de Bombeiros prestaram atendimento, mas ele não resistiu aos ferimentos. O corpo, então, foi encaminhado para o IML de São Gonçalo.

Familiares do jovem relataram à TV Globo que ficaram sem notícias sobre o paradeiro dele até a manhã desta terça. O pai, Neilton Pinto, estava revoltado.

“Um jovem de 14 anos, um jovem com um futuro brilhante pela frente, que já sabia o que queria do seu futuro. Mas, infelizmente a polícia interrompeu o sonho do meu filho. A polícia chegou lá de uma maneira cruel, atirando, jogando granada, sem perguntar quem era. Se eles conhecessem a índole do meu filho, quem era meu filho, não faziam isso. Meu filho é um estudante, um servo de Deus. A vida dele era casa, igreja, escola e jogo no celular”, disse.