Brasil é o 4º maior consumidor de games

O teen! esteve na maior feira da América Latina e traz as últimas do mercado de games


Foto: Danilo Reenlsober / O Liberal
Evento reuniu milhares de fãs, jogadores e produtores no Expo Center Norte, em São Paulo
A oitava edição da BGS (Brasil Game Show), que aconteceu entre os dias 8 e 12 de outubro, provou que os games estão longe de ser coisa de criança. O evento reuniu milhares de fãs, jogadores e produtores no Expo Center Norte, em São Paulo, que puderam conferir de perto as novidades do setor.

Empresas importantes como a Sony, Microsoft, Activision, Warner Games, Ubisoft e Eletronic Arts trouxeram campeonatos de games de sucesso, além de demos dos lançamentos previstos para os próximos meses.

O evento mostrou, também, que a crise financeira, que tem afetado países em todo o mundo, está passando longe do mercado de games. No ano passado, essa indústria faturou US$ 66 bilhões mundialmente, mais do que a bilheteria do cinema em todo o ano, que somou US$ 31 bilhões.

E se engana quem pensa que no Brasil os games estão em segundo plano. O País é o quarto maior consumidor de games, seja para os consoles, como PlayStation 4, Xbox One ou Nintendo WiiU, seja para o mercado mobile – aqueles jogos para celular, como Candy Crush, um dos que mais cresce por aqui.

Entre os games da feira que chamaram a atenção, estão Guitar Hero Live, que coloca o jogador como o guitarrista de uma banda de sucesso – e, agora, a plateia é quem julga sua performance -, Street Fighter V, que vai contar com Laura, personagem brasileira especialista em lutas como capoeira e muay thay, e Star Wars Battlefront, um dos games mais aguardados do ano.

O LIBERAL JOGOU
Em meio a tantos jogos disponíveis aos visitantes, a reportagem testou três que estão entre os mais aguardados para os donos de PlayStation 4 e Xbox One.

Star Wars Battlefront (PS4, Xone, PC)
Talvez um dos games mais esperados do ano, Star Wars Battefront coloca o jogador na pele de um dos membros da Aliança Rebelde, durante as batalhas que acontecem na trilogia clássica Star Wars. Cenários famosos como o planeta desértico Tatooine e o gelado Hoth estão confirmados. Também é possível pilotar naves famosas da saga, como a X-Wing, Millenium Falcon e Tie Fighter. Os gráficos estão muito bonitos, e a jogabilidade é ágil, respondendo muito bem.

Rise of the Tomb Raider (Xone)
Depois de ser totalmente repaginada no reboot “Tomb Raider”, Lara Croft retorna exclusivamente para o novo console da Microsoft (a versão PS4 será lançada apenas em 2016). Na demo, jogamos uma fase baseada num templo antigo, que acaba inundado. Os gráficos fazem jus à nova geração de consoles e também estão bonitos. O jogo segue o mesmo padrão estabelecido no game anterior, ou seja, quem gostou do primeiro vai adorar a sequência.

Cavaleiros do Zodíaco: Alma dos Soldados
A franquia Cavaleiros do Zodíaco faz sucesso no Brasil há mais de 20 anos, primeiro com o desenho animado, depois com brinquedos e jogos. Mesmo assim, “Alma dos Soldados” é o primeiro game dos guerreiros de Atena a chegar ao País totalmente em português – e com a dublagem clássica do anime. No game, será possível lutar com os Cavaleiros de Bronze e de Ouro, além dos Cavaleiros de Asgard e do deus Poseidon. Uma boa pedida para quem é fã de Seiya, Shiryu e companhia.

A importância do Brasil
Uma das principais empresas de games do mundo, a Sony marcou presença na BGS 2015, com um estande gigante e direito à demos jogáveis de games esperados, como Star Wars Battlefront, Street Fighter V, Dark Souls III e Cavaleiros do Zodíaco: Alma dos Soldados.

Em entrevista ao LIBERAL, o diretor sênior da Sony para a América Latina, Anderson Gracias, falou sobre a importância da feira para a empresa. “Estamos desde a primeira edição e a BGS funciona como um termômetro para nós. Diferentemente da E3 [maior feira relacionada a games do mundo, que acontece nos EUA], aqui o evento é focado diretamente para os jogadores. Então, podemos sentir como ele é recebido, o que está faltando e como os jogadores se sentem”.

O representante também ressaltou a importância do Brasil para o mercado mundial de jogos. “O Brasil é de extrema importância para a Sony e para os games de um modo geral. Tanto que resolvemos trazer a produção do PlayStation 4 para o País e, assim, conseguidos reduzir o valor de venda dele. O Brasil é o segundo País a produzir o videogame”, reforçou.

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