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Cotidiano

Famílias acreditam em permanência em área ocupada

Justiça de Sumaré determinou que a empresa providencie a reintegração de posse no prazo de 48 horas, que vence na segunda-feira

Por Bruno Moreira

09 nov 2012 às 22:19 • Última atualização 05 jan 2016 às 22:36

As cerca de 2 mil famílias que ocupam um terreno da massa falida da Soma Equipamentos Industriais S.A., no Parque Manoel de Vasconcelos, em Sumaré, desde o mês de junho, vivem a expectativa de permanecer no local e passar a negociar a destinação da área à habitação dos ocupantes junto ao Governo do Estado a partir da próxima semana.

Foto: Arquivo/O Liberal
Cerca de 2 mil famílias ocupam um terreno da massa falida da Soma, em Sumaré
Representantes das famílias que ocupam o local e a Prefeitura reforçaram que a Justiça determinou que a empresa providencie a reintegração de posse no prazo de 48 horas, que vence na segunda-feira.

Caso o prazo não seja cumprido, a liminar que autoriza a reintegração pode ser extinta. O despacho que intima a autora a organizar o processo de reintegração foi proferido no último dia 1º pelo juiz da 2ª Vara Cível de Sumaré, André Gonçalves Fernandes. A petição foi juntada quinta-feira e o prazo começou a correr ontem.

O advogado que representa as famílias, Lafaiete Pereira Biet, afirmou ontem que a massa falida não possui recursos financeiros para organizar a estrutura com necessária para que a reintegração possa ocorrer e considera que não haverá tempo hábil para isso, já que aproximadamente oito mil pessoas estão na área, o que demandaria um grande aparato dos órgãos envolvidos na ação.

“Se não for cumprido, as famílias vão continuar na área. Acredito que será possível encontrar uma situação negociada para a área, pois grande parte dela está penhorada à Fazenda Estadual”, comentou.

A intenção do grupo que ocupa o terreno é transformá-lo em assentamento e melhorar as condições de vida das pessoas que atualmente moram em barracos construídos no local.

A secretária do MPF (Movimento em Prol da Família), Vânia Inês da Cunha, comemorou a decisão judicial antes mesmo do encerramento do prazo. “Estamos muito felizes com a situação. Nós vencemos”, disse.

O LIBERAL apurou que a Prefeitura de Sumaré não pretende envolver-se na possível reintegração, já que a área ocupada é particular.

Oficialmente, a Administração reforçou a ciência do prazo dado pela Justiça e afirmou, em nota, que “aguarda o desenrolar do impasse”.

O sargento Cléber Ramos, comunicação social do 48º Batalhão da Polícia Militar, em Sumaré, afirmou que a corporação não havia sido comunicada sobre a organização da ação até ontem. “Não fomos informados sobre nenhuma data”.

A advogada que representa a Soma, Joany Barbi Brumiller, foi procurada ontem, mas não retornou o contato feito pelo LIBERAL.