Nicholas Santos ganha ouro nos 50 metros borboleta

Brasileiro cravou 21s81 na manhã deste sábado, recorde do Mundial de Natação em Piscina Curta (25 metros), realizado em Hangzhou, na China


O nadador Nicholas Santos conquistou a medalha de ouro nos 50 metros borboleta do Mundial de Natação em Piscina Curta (25 metros), realizado em Hangzhou, na China. Na manhã deste sábado (horário de Brasília), o brasileiro de 38 anos cravou 21s81, recorde da competição.

O feito faz de Santos o nadador mais velho a conquistar um título mundial em piscina curta. É a segunda medalha de ouro que o brasileiro conquista na prova, já que ele também foi campeão nos 50 metros borboleta em 2012, na edição do torneio disputada em Istambul, na Turquia. Sobre a possibilidade de disputar a Olimpíada de Tóquio, em 2020, o campeão se esquivou.

Foto: Satiro Sodré / SSPress / CBDA
Nicholas Santos faturou a medalha de ouro com tempo recorde

“Vou aproveitar hoje, 2018 foi sensacional, tenho a agradecer meu clube (Unisanta) e patrocinadores, agora é curtir a conquista e esperar acabar o ano”, disse o atleta, que vai ter 40 anos quando a competição no Japão acontecer. Neste sábado, Nicholas abriu vantagem antes da virada e administrou a vantagem até o fim, apesar da aproximação do sul-americano Chad Le Clos.

“Estou feliz demais. O Chad incomoda toda vez, mas consegui ser bicampeão nessa prova”, disse Nicholas em entrevista ao canal SporTV, concedida logo depois da prova. O nadador foi 16 centésimos mais rápido do que o sul-africano, medalhista de prata, e terminou 57 segundos à frente de Dylan Carter, atleta de Trinidad e Tobago que ficou com o bronze.

“A parte mais chatinha foi nadar revezamento, entrar na piscina de soltura e vestir traje premiação para receber medalha antes da minha prova”, relatou Nicholas. Mais cedo neste sábado, o nadador conquistou a medalha de bronze no revezamento 4×50 medley, em parceria com Guilherme Guido, Felipe Lima e Cesar Cielo.

“Importante para o time, que é um time de veteranos e mostra que podemos chegar bem em Tóquio e importante para mim também. Bati na trave duas vezes e agora deu tudo certo”, disse Guido depois da conquista. O Brasil terminou a prova com o tempo de 1min31s49, mais lento apenas que os Estados Unidos (1min30s90) e a Rússia (1min30s54).

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