Governo está monitorando mortes causadas pelo tipo 2 da dengue

De acordo com Mirella Povinelli, diretora do Departamento Regional de Campinas, circulação do tipo 2 da doença é preocupante


Foto: Arquivo - O Liberal
Mirella Povanelli, diretora do DRS-7, diz que casos de dengue tipo 2 são mais graves se comparados a outros

O governo estadual está monitorando o número de mortes provocadas por dengue por conta da circulação do tipo 2 da doença. Não foram registrados muitos casos fatais, mas a situação é considerada preocupante para Mirella Povinelli, ex-secretária de Saúde de Americana e atual diretora do DRS-7 (Departamento Regional de Saúde) – Campinas, da qual a região faz parte.

A circulação do tipo 2 da doença pode vir acompanhada de uma nova epidemia de dengue. O motivo, segundo especialistas têm alertado, é que a população do Estado de São Paulo não foi exposta a esse tipo do vírus em anos anteriores e, portanto, não desenvolveu imunidade a ele. Além disso, há o risco de pacientes com quadro mais grave, já que a segunda vez que se adquire a doença tende a ser mais complicada.

O LIBERAL mostrou, na semana passada, que o número de casos de dengue disparou em Americana, com 88 confirmações. Há três casos do tipo 2 confirmados na cidade – contudo, a análise do tipo que infectou a pessoa é realizada por amostragem e não em todos os pacientes. A prefeitura presume que a maioria dos doentes tenha sido infectada justamente pelo tipo 2.

“Nós estamos monitorando, junto com o governo de São Paulo, e em relação ao estado inteiro, o número de óbitos. Ainda não detectamos um número grande, ainda bem, mas é preocupante pela característica deste vírus tipo 2, que é um pouco mais agressivo”, afirmou Mirella.

A declaração foi dada durante a primeira visita de João Doria (PSDB) como governador à região de Campinas. Ele esteve neste sábado em Indaiatuba para a entrega de duas UBS (unidades básicas de saúde).

COMPORTAMENTO. Segundo o boletim mais atualizado do Ministério da Saúde, foram registrados 35.830 casos de dengue no Estado de São Paulo entre 1° de janeiro e 16 de fevereiro. Nesse mesmo período, foram seis mortes pela doença. Para efeito de comparação, houve um aumento de mais de 1000% em relação às primeiras sete semanas no ano passado, quando haviam sido confirmados apenas 2.057 casos em todo o Estado.

Para Mirella, a explosão no número de casos está ligada à incidência de chuvas, que propiciam as condições ideais para a proliferação do mosquito Aedes aegypti. Aliado a isso, o comportamento da população também pode ter contribuído para o aumento de casos. “Como ano passado não tivemos muitos casos, as pessoas deram uma descuidada na procura dos focos e no controle ambiental. Isso é um grande trabalho e não se resume à área da saúde, no município precisamos de apoio do Meio Ambiente, Obras, Ação Social”, destacou. Colaborou Bruno Moreira

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