Americana fica entre as 60 do País em ranking de bem-estar

Nota para infraestrutura como pavimentação, iluminação e calçadas levou município a ser único de destaque na RMC


americana aérea cidade

Americana é a única cidade da RMC (Região Metropolitana de Campinas) a aparecer em uma lista elaborada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, que aponta os 100 melhores municípios brasileiros quando o assunto é bem-estar urbano. Ocupando a 59ª posição do total, de 5.625, a infraestrutura local foi a responsável por elevar a nota. Foram avaliados neste quesito iluminação pública, posicionamento de bueiros, pavimentação, calçada e rampas. Essas informações foram coletadas em 2010 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), mas somente na última semana acabaram divulgadas pela instituição carioca, através do Observatório das Metrópoles.

Além da infraestrutura, o estudo inédito também analisou outras quatro dimensões: mobilidade urbana, condições ambientais, habitacionais e atendimento de serviços coletivos urbanos. Juntas, as notas para os cinco fatores fizeram parte do Ibeu (Índice de Bem-Estar Urbano) municipal. A cidade mais bem colocada no País é Buritizal, em São Paulo, que obteve nota 0,997, sendo 1 a mais alta. O município está localizado a 320 quilômetros de Americana, na divisa entre São Paulo e Minas Gerais.

Santa Bárbara aparece apenas em 138º com 0,909. Nova Odessa é terceira cidade da microrregião a aparecer no ranking nacional, mas na 184ª posição, com nota 0,906. Ficam bem atrás Sumaré (0,876) na 615ª posição e Hortolândia (0,764) que ocupa a preocupante 3.176ª colocação. Apesar da grande diferença no ranking, a RPT revelou estar caminhando de forma coesa, já que as piores notas dos cinco municípios ficaram na área de serviços coletivos – como fornecimento de água e energia e coleta de lixo e esgoto – e as melhores ficaram com a área de infraestrutura, com exceção de Hortolândia, sendo que o melhor desempenho passou pela área habitacional (0,829).

Americana está na 59ª posição em todo o País, de acordo com os dados levantados no ano de 2010 pelo IBGE

Americana está na 59ª posição em todo o País, de acordo com os dados levantados no ano de 2010 pelo IBGE

VEÍCULOS. O professor da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da Unicamp, Creso Peixoto, explica que a RMC possui ferramentas de gestão, planejamento e bancos de dados que podem ajudar a orientar políticas públicas. “No entanto, falta efetividade para aplicar estas políticas”, criticou o professor. “Uma área que é problemática em nossa região é o incentivo indevido a aquisição de carros e o desejo desesperado da população para esta compra, já que não há opções de transporte público plausíveis para o grande fluxo em nossas rodovias”, criticou.

Já a conselheira da Associação de Engenharia e Arquitetura de Americana, Aline Michelle Pazian, destacou que dentro de Americana um dos pontos fortes é justamente o fluxo de trânsito. “Americana é uma cidade que o fluxo ainda flui bem, é rápido sair do Centro e ir para os bairros, além de ter boa sinalização”, comentou. “Por outro lado ainda temos muito o que melhorar nas questões de acessibilidade e inclusão, principalmente em rampas nas calçadas, entradas de prédios e circulação”, disse.

Hortolândia diz que pesquisa está muito defasada

Por meio de nota, a Prefeitura de Hortolândia informou que discorda do levantamento realizado pela universidade carioca, já que foram levados em consideração dados de 2010. “Tais dados estão defasados. Nos últimos seis anos, Hortolândia desenvolveu-se bastante, em todos estes parâmetros. O serviço de coleta de lixo é realizado regularmente bem como o fornecimento de água. Hortolândia, por exemplo, manteve o abastecimento normalizado durante a crise hídrica e está construindo obras de construção de três lagos de contenção de enchentes”, pontuou a assessoria de imprensa.

Para reforçar as mudanças realizadas nos últimos anos, a assessoria de imprensa lembrou que no ano passado, a revista semanal IstoÉ apontou o município como o 15º na categoria melhor cidade de porte médio e na primeira posição na RMC (Região Metropolitana de Campinas). “Nos últimos dez anos, o PIB (Produto Interno Bruto) de Hortolândia cresceu de R$ 1,7 bilhão para R$ 8 bilhões. A renda média do trabalhador subiu de R$ 870 para R$ 3,6 mil”, escreveu o executivo.

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