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Mortes de bebês de até um ano caem 43% em Americana

Dados divulgados pelo IBGE mostram que o número de óbitos reduziu de 30 para 17 crianças entre 2015 e 2016

Por Marina Zanaki

17 nov 2017 às 07:45 • Última atualização 17 nov 2017 às 14:08

O número de mortes de bebês de até um ano de idade foi o menor dos últimos dez anos em Americana. Dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta semana apontam 17 casos no ano passado. Desde o início da série história do órgão, em 2002, o único ano com tão poucos casos foi 2006, que registrou a mesma quantidade. Em relação a 2015, houve uma queda de 43%, quando ocorreram 30 mortes nessa faixa etária naquele ano. A diminuição em Americana foi maior do que a registrada no total da RPT (Região do Polo Têxtil) – foram 108 contra 103 casos nas cinco cidades, uma queda de 4%.

Segundo a Secretaria de Saúde de Americana, malformações e anomalias cromossômicas são as principais causas de morte de bebês. Infecções do período perinatal e transtornos respiratórios e cardiovasculares também têm provocado os óbitos.

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Apesar da queda regional, Hortolândia, Santa Bárbara d’Oeste e Sumaré viram aumentar o número de bebês de até um ano mortos na comparação entre 2015 e 2016.

Pediatra do Hospital das Clínicas da Unicamp e do Hospital Estadual de Sumaré, Marcelo Reis explicou que infecções respiratórias são uma das principais causas de morte no primeiro ano de vida. “Os pais levam as crianças em cultos, supermercados, shoppings, locais com grande aglomeração, e acabam expondo a doenças respiratórias. É preciso adquirir maturidade do sistema imunológico”, explicou.

“Hoje, existem serviços de saúde que conseguem salvar crianças que antigamente morreriam em partos. Mas esses bebês acabam tendo complicações que vão precisar de um suporte que nem sempre o serviço público consegue dar”, comentou o pediatra.

Professor de pediatria da Unicamp, José Martins Filho explica que, em países desenvolvidos, as causas de morte no primeiro ano de vida estão relacionadas a problemas congênitos ou acidentes de trânsito. “Nos países subdesenvolvidos isso está ligado a infecções neonatais e má nutrição”, disse o professor. “Aleitamento materno, pré-natal, boa nutrição e partos normais diminuem a incidência de mortes”.

A quantidade de mortes fetais caiu 10% na Região do Polo Têxtil, segundo o IBGE. A cidade com maior queda foi Sumaré, passando de 35 para 28 casos entre 2016 e 2015, uma redução de 20%. Santa Bárbara d’Oeste passou de 15 para 13 no período, e Hortolândia de 29 para 28. Nova Odessa manteve cinco casos em cada ano.

Foto: Eduardo de Oliveira / Radis Comunicação e Saúde / Creative Commons
Em relação a 2015, houve uma queda de 43% no número de mortes de bebês com até um ano em Americana

ENGASGAMENTO
O principal socorro prestado pelo Corpo de Bombeiros de Americana às crianças com menos de um ano estão relacionados a engasgos. “Acontecem muitos engasgamentos com leite, peças, brinquedos. Na fase oral a criança coloca tudo na boca”, explicou o cabo Macaúba. “Muitas vezes recebemos o chamado e orientamos já por telefone, depois mandamos uma viatura ao local para terminar o atendimento”.

“É raro um acidente acontecer por acidente – eles acontecem porque não foram tomados os cuidados necessários para evitar. A cozinha, por exemplo, é um campo minado para as crianças”, alertou o pediatra Marcelo Reis.