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Celebridades

Trabalho cravado na mente

Após gravar em meio à pandemia, Chay Suede se surpreende com a reta final de “Amor de Mãe”

Por Caroline Borges / TV Press

31 mar 2021 às 10:11

Chay Suede terá dificuldades para esquecer o período de trabalho em “Amor de Mãe”, da Globo, em que interpreta o bondoso Danilo. Além de viver um dos papéis centrais da história de Manuela Dias no horário nobre, o ator de 28 anos encarou a inesperada pandemia de Covid-19 ao longo das gravações.

O ator é o principal cotado para interpretar Ayrton Senna na série biográfica sobre tricampeão de Fórmula 1 – Foto: Divulgação

Após a paralisação por quase seis meses, Chay retornou aos estúdios ciente de que a experiência inédita teria um forte impacto em sua maneira de enxergar a profissão daqui para frente. “Eu acho que tive uma sensação de entender que éramos felizes e não sabíamos em relação ao ‘set’ e ao trabalho. Trabalhar na adversidade é um exercício. Claro que há vezes em que a gente não está bem ou está com problemas em casa e precisa trabalhar de qualquer forma. Mas a pandemia foi a adversidade máxima. Não poder se tocar em cena era algo inimaginável para mim. Tivemos de reaprender muitas coisas como atores. Acho que todo mundo no ‘set’. Tivemos de colocar mais energia e ideias frescas”, explica.

Antes das paralisações das gravações, Chay já ocupava um espaço importante no enredo da novela das nove. Na reta final do folhetim, ele assumiu ainda mais destaque com a revelação de que Danilo é, na verdade, Domênico, o filho perdido de Lurdes, papel de Regina Casé. Thelma, de Adriana Esteves, faz de tudo para manter esse segredo o máximo que puder.

“Cada capítulo dessa reta final é uma surpresa. Eu sempre tive uma ideia do destino macro dos personagens, mas fiquei surpreso com a trajetória. Foram momentos loucos, surpreendentes e excitantes. A Manuela foi muito feliz ao colocar todas essas emoções. A trajetória do Danilo é um gráfico louco. Todo mundo vai se surpreender”, promete o ator, que garante que a relação entre Danilo e Thelma ainda é bastante forte. “Claro que o Danilo está saturado dessa relação e fica mais escaldado ao lidar com a mãe. Mas fica claro também que há um amor incondicional. Esse amor não morre da noite para o dia. Isso fica bem evidente até o último capítulo”, completa.

RETORNO

Enquanto aguardava o retorno das gravações, Chay confessa que a novela era um dos seus pensamentos constantes. O ator tinha receio de como iria se reconectar com o personagem após uma paralisação tão longa e abrupta. “Já não sentia o personagem perto de mim. A volta foi no seco. Voltamos direto para o ‘set’ e sem nenhuma preparação como ocorre antes da estreia. Ainda assim, no segundo dia de gravações, eu já estava mais tranquilo. Acho que, de alguma forma, o Danilo ficou guardado em algum lugar. Podia até não estar na cabeça, mas estava no coração”, aponta.

O retorno aos estúdios, apesar de aguardado, foi completamente diferente do que Chay imaginava. Ao voltar a frequentar os Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, o ator precisou se adaptar a uma nova rotina de cuidados, que incluíam máscara, distanciamento e testagem constante. “Quando cheguei no ‘set’, a primeira pessoa que vi foi a Adriana. Estava morrendo de saudade e a gente se vendo de máscara e com distanciamento. Não podíamos nos abraçar. Então, abracei a pilastra do cenário (risos). Acho que tínhamos um fogo muito intenso pelo trabalho. Estava todo mundo com muitas emoções dentro de si”, relembra.

Um passo de cada vez

Chay Suede teve calma para processar a notícia de que as gravações de “Amor de Mãe” seriam interrompidas em virtude da pandemia do novo coronavírus. Inicialmente, o ator recebeu a informação de que a pausa seria por apenas 15 dias. Porém, ao fim da primeira semana, ele percebeu que ficaria mais tempo longe dos estúdios. “Tudo foi em doses homeopáticas. No final da primeira semana, ganhamos um panorama diferente e as gravações só voltariam em junho. Mas acabou que voltamos bem depois. Era algo muito invisível e inalcançável. Eu não fazia ideia de como gravaríamos uma novela cheia de afeto e contato físico com distanciamento”, questiona.

Ao retornar para uma rotina de gravações, Chay estava tomado pela saudade dos colegas e do dia a dia de um “set” de gravações. Ele precisou de um tempo para compreender as novas regras de trabalho com máscara e placas de acrílico no meio das cenas. “Estava com saudade de todos. Ao longo do tempo, fomos encontrando outras formas de dar amor e carinho dentro e fora de cena. Por isso, acho que as melhores cenas da novela estão nessa reta final. Foi outro nível de emoção”, ressalta.

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