26 de novembro de 2021 Atualizado 11:40

8 de Agosto de 2019 Atualizado 13:56
MENU

Publicidade

Compartilhe

Celebridades

Revivendo as brincadeiras de infância

À frente do “Zig Zag Arena”, Fernanda Gentil arrisca nova empreitada no entretenimento

Por Caroline Borges / TV Press

20 out 2021 às 09:48

Perseverança é uma palavra bastante utilizada no meio esportivo. E durante a década em que esteve no Esporte da Globo, Fernanda Gentil viu muitos times e atletas perseguirem obstinadamente o sucesso e a vitória. Nos últimos anos, porém, a jornalista também precisou investir na própria perseverança.

Após o fim do desconexo “Se Joga”, Fernanda busca emplacar seu gol de ouro através do “game” “Zig Zag Arena”, que revive as tradicionais brincadeiras da infância em um cenário altamente tecnológico.

Desde sua saída da área de jornalismo e chegada ao setor de entretenimento, Fernanda vem patinando para se encontrar em um formato – Foto: Divulgação / Globo

“Sou Trabalho Futebol Clube. Ninguém nunca vai me ver pela metade ou meia-boca em um projeto. Vou sempre dar 110% de mim. Guardo todas as experiências para crescer ainda mais. Aprendo muito com as lições e críticas. O ‘Zig Zag’ é a minha essência e une o melhor dos dois mundos para mim. No entretenimento, ainda não tive a chance de trabalhar com nada com esporte ou competição”, explica a apresentadora, recorrendo a afirmativas típicas do meio esportivo.

No “Zig Zag Arena”, brincadeiras como pique-pega, pique-esconde e queimado aparecem repaginadas e com um toque de tecnologia através de uma arena gigantesca iluminada por led. “Só de ouvir a ideia, eu já achava que seria divertido, mas vendo a energia e ouvindo os comentários de quem entra nesse lugar, tenho certeza de que essa experiência está sendo inesquecível para todo mundo”, vibra.

Você veio do esporte para o entretenimento e agora está à frente de um programa que mistura esses dois universos. O que chamou a sua atenção no comando do “Zig Zag Arena”?

Quando o Raoni (Carneiro, diretor) me convidou, me senti muito especial por acreditarem que eu teria algo a acrescentar ao projeto. Me senti sortuda e honrada com o convite. E logo depois bateu aquela adrenalina de encarar um novo desafio, que é um sentimento que me move. O “Zig Zag” é a união desses dois mundos que amo e eu mergulhei com tudo nesse jogo. Foi uma delícia. Agradeço muito pela oportunidade de levar, em tempos tão delicados, um pouco de leveza e de diversão; de poder proporcionar o resgate daquela memória tão gostosa da infância. Estava com saudade de ser repórter de campo. Faço um pouco dessa função durante o programa também.

Apesar de reproduzir brincadeiras da infância, as provas têm uma série de regras. Como você se preparou para comandar os desafios?

Assim que sai da reunião com o Raoni, já levei para casa tudo com as regras e explicando o programa. Eu já recebi o programa todo pronto e estruturado. Então, queria entender e mergulhar bem nesse projeto. Queria, pelo menos, não atrapalhar, né? (risos) É tudo muito novo e teve muita regra que a gente inventou na hora para deixar a dinâmica mais fluida e orgânica. Costumo dizer que estamos entregando uma pizza quentinha no endereço certo a cada domingo. Ainda assim, a gente lidou muita imprevisibilidade nas gravações.

Por quê?

Tudo podia acontecer nas gravações. O projeto começou do zero, então, não sabíamos como as pessoas iriam reagir na arena. A gente faz de tudo para ser uma experiência legal para todos, mas só tem graça se a galera comprar a ideia também. A gente precisava ajeitar as regras para ser mais justo e seguro para todos. Apesar do projeto estar todo estruturado, a equipe do Raoni foi muito aberta, receptiva e generosa o tempo todo. A gente sempre conseguia dar nossas opiniões e impressões. Foi ótimo porque tem um pouco de cada um de nós no programa.

As gravações da temporada já foram finalizadas. O que você destaca dos trabalhos?

Foi muito legal ver a sensação das pessoas que vieram brincar com a gente. Quem perde, pede para ter uma revanche. Quem ganha, quer voltar para ganhar de novo. O programa não só trouxe nos participantes essa memória afetiva, mas também fez com que as pessoas revivessem a época em que jogavam na rua; a emoção, a competitividade. E essa brincadeira conseguiu ficar ainda melhor com a mágica da Globo. A tecnologia mergulhou de cabeça no projeto e, com todo mérito, criou essa arena toda conectada, cheia de cores, luzes e fumaça.

É a primeira vez que você comanda uma produção de competição. Você chegou a buscar alguma referência dentro da tevê?

Quando me apresentaram ao projeto, entendi que estaríamos criando tudo do zero. A equipe de criação e o Raoni pegaram literalmente uma folha em branco e começaram a escrever. Não encontrei muitas referências de algo parecido porque o projeto é realmente inédito. As referências que busquei foram na minha própria infância, nas memórias que eu tenho das brincadeiras da minha rua, e como eu me sentia enquanto brincava. Joguei muito pique-esconde, pique-pega, queimado… a minha apresentação do programa foi com esse objetivo, de tentar fazer com que as pessoas também embarquem em uma viagem de volta à infância a cada domingo. Tivemos ajuda dos nossos filhos também.

Como assim?

Foi muito legal poder trazer nossos filhos para dentro desse universo. A Luisa, filha do Raoni, desenhou os coletes do programa. As regras que eu tinha de estudar levei para meus filhos verem comigo. Eles têm uma visão muito mais ampla das brincadeiras, uma sensibilidade. Eles entendem o que funciona ou não na prática. Algumas vezes, inclusive, me faziam perguntas que eu nem tinha a resposta. Foi então que percebi que precisava estudar mais o programa (risos).

A sua estreia no entretenimento ficou marcada pelo controverso “Se Joga”. Como você está encarando essa nova fase no “Zig Zag” após o fim do vespertino?

Eu tive várias fases. Ninguém nunca vai me ver pela metade ou meia-boca em um projeto. Costumo dizer que o primeiro “Se Joga” foi desafiador, o segundo foi uma delícia e o “Zig Zag” é o “Zig Zag”. Tem a minha cara, minha essência. É a mistura do entretenimento e do esporte. De qualquer forma, não descarto nada do que vivi no entretenimento até agora.

De que forma?

Eu gosto de guardar todas as experiências. Fico com o que é bom e o que é ruim. Aprendo muito com as lições, levo as críticas para estudar e melhorar. Estamos aqui para evoluir. O primeiro “Seja Joga” durou seis meses. Teve uma vida útil muito curta. Quando estávamos engrenando no formato, veio a pandemia. Então, tivemos um intervalo enorme com as restrições de isolamento. Voltamos em outro formato, outro projeto. Não dá nem para comparar. Tinha mais a minha cara ali. Agora estou no “Zig Zag”. Digo que a gente não é nada, a gente sempre está. Estou de corpo e alma no “Zig Zag” e tudo o que aconteceu antes me fez chegar mais madura, mais pronta no projeto. Se tiver uma segunda temporada, vou estar ainda mais pronta. É só ladeira acima, evoluindo.

Prova prática

Antes de mergulhar nas gravações, Fernanda Gentil não resistiu e testou a arena do “Zig Zag”. Ao lado de Hortência, Everaldo Marques e Marco Luque, a apresentadora travou intensas disputas no tecnológico cenário. “A gente chamou esse período de testes de pré-temporada. Treinamos em todas as etapas, todas as arenas e reproduzimos todas as dinâmicas. Não podíamos ficar apenas comentando, narrando ou apresentando. Foi muito divertido”, explica.

Para Fernanda, o período de testes foi importante para compreender todas as regras das provas do programa. “Conseguimos ter uma prévia de como seria o programa e sentimos na pele o que as pessoas iriam viver. Foi sensacional”, valoriza.

Brincadeira a sério

O “Zig Zag Arena” é um programa leve e divertido. Porém, para Fernanda Gentil, a produção tem um lado bastante sério. “A gente tem um respeito imenso pelas dinâmicas. Não é só uma brincadeira, sabe? Todo mundo narra ou comenta com muito respeito. É como ser repórter de campo. Você sempre acaba contagiado pela energia do campo. Ficamos comprometidos com a ideia. Temos uma mesa tática de pique-esconde ou pique-pega”, explica.

Fernanda ficou surpresa pela desenvoltura dos colegas diante das performances de cada participante na arena tecnológica. “Todo mundo estava fazendo algo novo. Fomos uma folha em branco. A Hortência nunca comentou um pique-pega, o Everaldo nunca narrou uma corrida de sacos. Somos uma nova versão aqui”, aponta.

Instantâneas

# Fernanda Gentil é formada em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

# A apresentadora tem uma experiência no cinema. Ela participou do filme “Ela Disse, Ele Disse”, em que viveu a personagem Paloma.

# Fernanda é uma das apresentadoras substitutas do “Encontro com Fátima Bernardes”.

Publicidade