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Presença necessária

Na pele da chef Nanci de “Poliana Moça”, Rafaela Ferreira celebra a autoestima e condena a gordofobia

Por MÁRCIO MAIO - TV PRESS

12 de junho de 2022, às 19h04 • Última atualização em 12 de junho de 2022, às 19h05

Desde que ganhou notoriedade na tevê, há quase 13 anos, quando começou a interpretar a divertida Juju de “Malhação ID”, na Globo, Rafaela Ferreira levanta bandeiras que considera importante. Hoje, na pele da determinada Nanci de “Poliana Moça”, não é diferente. A carioca erradicada em São Paulo aproveita seus 1,8 milhão de seguidores no Instagram para celebrar a autoestima e o bem-estar, além de lutar contra alguns preconceitos que já enfrentou na própria carreira.

“O termo gordofobia identifica o preconceito que atinge pessoas gordas de diversas formas: afetiva, social e profissional, entre outras. Numa sociedade como a nossa, que carrega tantas opressões como o racismo, a gordofobia, o machismo e o capacitismo, é preciso querer mudar e fazer diferente, porque esses pensamentos são perpetuados de muitas formas, às vezes até inconscientemente. Se colocar no lugar do outro e se questionar é fundamental para barrar essa engrenagem”, defende.

Na novela infanto-juvenil do SBT, Nanci começou, ainda na primeira temporada, “As Aventuras de Poliana”, como uma babá. Mas, assim como outros personagens, passou por um processo de amadurecimento que acabou transformando sua realidade. “Nanci agora é chef! Ela chegou em ‘Poliana Moça’ com sucesso pessoal e profissional. Na vida amorosa, ainda vai ter um longo caminho de descoberta pela frente”, adianta Rafaela, que vibrou com a possibilidade de integrar o elenco da nova leva de capítulos da trama. “Foi uma grata surpresa. A confirmação da nova veio ainda em 2019 e trouxe muita alegria. Nanci é, para mim, uma realização imensa. Foi uma alegria dupla: pelo sucesso da novela e pela nova oportunidade de estar em um trabalho tão especial”, derrete-se.

As gravações de “Poliana Moça” chegaram a começar em 2020. No entanto, a pandemia do novo coronavírus fez com que os trabalhos parassem, para retornar apenas em 2021. “Toda equipe e elenco teve medo, as consequências da pandemia ainda eram muito misteriosas para nós e poderiam afetar a continuidade do trabalho. Mas, com muita paciência, persistência e coragem, aqui estamos, com uma linda novela no ar”, comemora. Para ela, o principal trunfo do folhetim é o fato de ser uma história capaz de reunir a família inteira à frente da televisão. “Além disso, atualmente, é a única novela voltada para o público infantojuvenil entre os canais abertos”, valoriza.

Para os novos capítulos, Rafaela passou por algumas mudanças. A começar pelo cabelo, que agora é ruivo. Com a posição de chef, o figurino também foi mexido, ficando mais elegante. “Eu quis também trazer para a Nanci mais amadurecimento, assertividade e coragem. Depois do fim traumático do relacionamento com o Waldisney e a chegada do sucesso profissional, ela precisava de uma postura diferente”, explica Rafaela, referindo-se ao personagem interpretado por Pedro Lemos na trama. Enquanto esperava a retomada dos trabalhos, aproveitou para intensificar a preparação. “Nutri minha relação com a personagem diariamente, como uma amizade que a gente quer perto. Durante o isolamento, ainda fiz cursos de interpretação com Estrela Straus e Marina Rigueira e estreei no teatro online, com a peça ‘Sigo de Volta’. Experiências que trouxeram mais bagagem para esse amadurecimento da Nanci”, conta.

Trabalhar em projetos focados no público infantojuvenil tem sido quase uma constante na carreira de Rafaela na tevê. Entre “Malhação ID” e “As Aventuras de Poliana”, ela chegou a atuar em outra novela de sucesso voltada para esse nicho. Foi na Record, em 2012, quando interpretou um dos papéis de destaque da segunda temporada da versão nacional de “Rebelde”, na pele da atirada Penélope, que sonhava em se tornar uma estilista. “Amo trabalhar com esse público. São verdadeiros, apaixonados e muito presentes. Além disso, é uma oportunidade de participar de um momento especial da vida deles, de descoberta e formação de opinião”, entrega. Entre todos, porém, “Malhação ID” parece ocupar um lugar especial nessa lista. “Juju foi um marco em minha carreira. Ela me encorajou demais, me trouxe reconhecimento e calou muitas vozes do passado que diziam que não seria possível ser atriz sendo gorda. Juju me empoderou e me fez ficar mais consciente”, exalta.

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