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Celebridades

No tempo e no lugar certos

Marcéu Pierrotti se prende à época e à geografia descrita na “Bíblia” para suas cenas de “Gênesis”, como o guerreiro Escol

Por Márcio Maio / TV Press

28 abr 2021 às 07:19

No processo de composição de um personagem, cada ator costuma ter seu próprio método de trabalho. Para o paulistano Marcéu Pierrotti, de 34 anos, tudo começa na pesquisa historiográfica. Bom, pelo menos foi assim que ele iniciou a construção de seus últimos trabalhos na Record, ambos em tramas bíblicas.

Foi a participação em “Jezabel” que ajudou Marcéu a garantir uma vaga no elenco de “Gênesis” – Foto: Divulgação

Atualmente, ele é o guerreiro Escol de “Gênesis”. Antes, porém, deu vida ao profeta Geazi em “Jezabel”, em 2019. “A partir dos elementos que estão escritos na ‘Bíblia’, começo minha pesquisa. Entendo o local onde meu personagem vivia, a qual povo pertencia e quais as atividades diárias dele”, descreve.

Foi justamente a participação em “Jezabel” que ajudou Marcéu a garantir uma vaga no elenco de “Gênesis”. “Os produtores e diretores da Record já conheciam meu trabalho e me convidaram”, conta. Na história, Escol vem de uma família que lida com terra e a caça. “São guerreiros. Com suas espadas e flechas, enfrentaram diversas guerras para proteger seu povo”, valoriza ele, que garante que treinar luta de espadas e arco e flecha foi essencial para trazer veracidade às cenas.

Um ponto de “Jezabel” que acabou se revelando muito útil para “Gênesis”, na visão de Marcéu, foi a viagem que fez até o Marrocos para gravar as cenas da história escrita por Cristianne Fridman. “Lá, eu pude experimentar, no corpo, o ambiente seco, aquela paisagem árida e também o prazer do oásis em meio à secura. De certa forma, isto está presente em muitos povos diferentes encontrados na ‘Bíblia’”, justifica.

Sobre gravar com os novos protocolos de segurança adotados no enfrentamento à covid-19, Marcéu afirma não ter problemas. “Fazemos testes de PCR com frequência, usamos máscaras sempre e só tiramos para gravar. Não afetou meu trabalho”, garante ele. Em um detalhe, porém, Marcéu sentiu diferença. “Gosto de ter os capítulos em papel, mas não estão imprimindo devido aos protocolos. Tenho conseguido fazer minhas anotações de texto digitalmente, mas o meu trabalho de estudo do personagem eu continuo fazendo no papel. E são muitos papéis”, entrega.

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