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Celebridades

Entre dois mundos

Além de dar vida ao capanga Edu de “Salve-se Quem Puder”, Jeronimo Martins atua como ginecologista e obstetra

Por Márcio Maio / TV Press

08 jun 2021 às 07:09

É inegável que a pandemia mexeu demais com os atores de televisão. Especialmente com os que estavam no ar e, de repente, viram os trabalhos paralisarem. Para Jeronimo Martins, no entanto, um detalhe fez com que ele tivesse ainda mais consciência da real situação. É que além de dar expediente como o bandido Edu de “Salve-se Quem Puder”, ele também é médico.

“Apesar de não ser da linha de frente, senti o peso. Foi um susto, a Globo decidiu tudo muito rápido, antes de a situação piorar. O que foi ótimo, porque nos protegeu muito”, recorda ele, que é ginecologista e obstetra e, durante a pandemia, continuou atendendo. “Por ser um serviço essencial, a clínica não parou. Mas, durante as gravações, tive de cancelar minha agenda por um tempo”, explica.

Jeronimo já chegou a cogitar abandonar uma das carreiras – Foto: Divulgação

Na história, Edu é amante e comparsa da Dominique, a grande vilã da novela, interpretada por Guilhermina Guinle. Agora que sabe que Luna, papel de Juliana Paiva, está viva, a dupla faz de tudo para encontrar e destruir as três mocinhas da trama de Daniel Ortiz.

“A novela tem uma história divertidíssima, ágil, com muita ação, aventura, romance e trapalhadas. Acho que, mais do que nunca, precisamos de um pouco de leveza. Poder levar isso todos os dias para as pessoas e fazê-las sorrir é maravilhoso”, defende Jeronimo, que convidado pela produtora de elenco da novela, Frida Richter, que sugeriu o nome dele para o diretor Fred Mayrink e para o autor. “Eles já conheciam meu trabalho da novela ‘Haja Coração’”, conta ele, que interpretou o piloto Giba no folhetim reprisado recentemente pela Globo.

Mesmo com a experiência na medicina, Jeronimo confessa que estranhou voltar aos estúdios em meio aos diversos protocolos de segurança seguidos. “No início, gerou preocupação, por não saber como a gente conseguiria contracenar sem contato físico. Tínhamos de nos preocupar com o uso de máscara nos ensaios, manter o distanciamento durante as cenas, usar álcool o tempo todo, além de eu ter ficado boa parte do tempo confinado no hotel, saindo só para gravar”, diz.

A jornada dupla de trabalho, ele não nega, é complicada. Tanto que já chegou a cogitar abandonar uma das carreiras. Porém, a ideia não vingou. “É muito difícil conciliar. Mas já percebi que sou feliz assim. Cada uma me completa de um jeito diferente”, garante.

Raio X de Jeronimo Chagas Martins

Nascimento: 9 de maio de 1977, em São Borja, no Rio Grande do Sul.

Atuação inesquecível: “Interpretando o narrador do conto ‘A Terceira Margem do Rio’, de Guimarães Rosa, com direção de Valter Sobreiro Júnior”.

Interpretação memorável: “Recentemente vi ‘Meu Pai’, com Anthony Hopkins, e não consigo tirar da cabeça”.

Momento marcante na carreira: “Estou em um momento muito feliz agora, interpretando esse personagem que, apesar de vilão, me traz muitas coisas boas”.

O que falta na televisão: “Roteiros mais profundos, que não subestimem o telespectador e o faça refletir”.

O que sobra na televisão: “Infelizmente, no momento, estão sobrando reprises, mas é algo inevitável diante do caos na saúde que estamos passando”.

Com quem gostaria de contracenar: Tony Ramos.

Se não fosse ator: “O que já sou, médico”.

Ator: Tony Ramos.

Atriz: Gloria Pires.

Novela: “Vale Tudo”, na Globo de 1988, escrita por Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères.

Vilão marcante: Carminha, personagem de Adriana Esteves em “Avenida Brasil”, de 2012 na Globo.

Personagem mais difícil de compor: “Os mais simples, do dia a dia, sem grandes nuances, que não são mocinhos e nem bandidos. Para quem olha, parecem os mais fáceis, mas acho os mais complexos”.

Que novela gostaria que fosse reprisada: “Sétimo Sentido”, escrita por Janete Clair e exibida pela Globo em 1982. “Lembro só de flashes, pois eu era muito novo quando passou, mas gostava e queria ver hoje, para saber o que acharia”.

Que papel gostaria de representar: “Exatamente o mais difícil de compor. Atores vivem de desafios. Se a gente não se desafia, não evolui”.

Filme: “Sociedade dos Poetas Mortos”, dirigido por Peter Weir e lançado em 1989.

Autor: Caio Fernando Abreu.

Diretor: José Luiz Villamarim.

Vexame: “Hoje, é ser negacionista, não usar máscara e fazer aglomerações. Isso é um vexame sem precedentes”.

Mania: “Enrolar os pés no cobertor para dormir”.

Medo: “Do sentimento de ódio, em detrimento do amor, que tem crescido nas pessoas ultimamente. Isso me assusta muito”.

Projeto: “Teatro em 2022”.

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