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Televisão

Em alta na carreira, Tainá Müller teve trabalhos adiados pela pandemia

Sucesso na pele da protagonista de “Bom Dia, Verônica”, da Netflix, Tainá Müller também está na reprise de “Flor do Caribe”, na Globo

Por Márcio Maio - Tv Press

31 dez 2020 às 12:35 • Última atualização 31 dez 2020 às 12:36

De maneira geral, a pandemia do novo coronavírus afetou diretamente a vida dos profissionais das artes cênicas. Tainá Müller é um dos exemplos: estava com duas séries para serem gravadas ao longo de 2020, mas os trabalhos foram adiados e, agora, só devem recomeçar no ano que vem.

Por seu desempenho em “Cão sem Dono”, Tainá faturou os prêmios de Melhor Atriz nos festivais de cinema de Pernambuco e Cuiabá – Foto: Divulgação

Enquanto isso, a atriz pode se deliciar com dois trabalhos importantes de sua carreira. Na Netflix, é a protagonista de “Bom Dia, Verônica”. Já na tevê aberta, na faixa das 18h, está no ar como a descolada Ludmilla de “Flor do Caribe”. “Quando vejo ‘Flor do Caribe’, me acho uma menina. É engraçado, porque não me via tão jovem na época”, entrega, aos risos.

A gaúcha, que tem 38 anos, no entanto, confessa que não curte muito assistir às suas próprias cenas. “A não ser que tenha uma utilidade para o trabalho em si, como uma novela que está no ar ou algo que pode ter continuação”, explica ela, que é formada em Jornalismo e já trabalhou como modelo, além de ter dado expediente como apresentadora na MTV e na Band – onde comandou alguns episódios da primeira temporada do jornalístico “A Liga”.

Em “Flor do Caribe”, Ludmilla é uma jovem descolada e filha da bióloga e pesquisadora de ponta na área marinha Natália, papel de Daniela Escobar. A mãe sacrificou a vida pessoal em uma dedicação obsessiva ao trabalho, sem deixar espaço para envolvimentos amorosos. Mas se descobre apaixonada por Juliano, papel de Bruno Gissoni, um pescador muito mais jovem que ela. E enquanto Carol, irmã de Ludmilla, interpretada por Maria Joana Chiapetta, apoia a relação de Natália, Ludmilla não aceita que a mãe namore um homem da sua idade. “Guardo com muito carinho as memórias dessa novela. Na época, fiquei muito próxima da Maria Joana e da Daniela. Amava gravar com elas e me diverti muito”, recorda Tainá.

Carreira. A estreia de Tainá como atriz aconteceu no cinema, em 2007, no alternativo e premiado longa “Cão sem Dono”, dos cineastas Beto Brant e Renato Ciasca. Na tevê, como atriz, apareceu timidamente em “Eterna Magia”, também em 2007, e foi a mocinha de “Revelação”, novela de Íris Abravanel, exibida em 2009 pelo SBT. O posto de protagonista, conquistado novamente em “Bom Dia, Verônica”, rendeu bons frutos: uma nova temporada da série será gravada em 2021. “A resposta da crítica e do público tem sido ótima e eu estou muito feliz com a repercussão”, comemora.

Reflexões necessárias. Os últimos meses, Tainá assume, não têm sido fáceis. A pandemia e suas consequências para a sociedade têm feito a atriz repensar e refletir diversas questões. “É muito estranho ficar em casa, saber das pessoas adoecendo e morrendo todos os dias, sem se afetar. Não tem como tudo isso não mexer – e muito – com a nossa cabeça”, afirma ela, que está reavaliando prioridades nessa fase. “A vida é muito frágil e essa realidade tem batido cada vez mais insistentemente na nossa porta”, diz.

Por outro lado, a atriz não esconde a satisfação com os bons resultados de “Bom Dia, Verônica” na Netflix. A produção entrou para o “Top 10” de vários países onde o serviço de streaming está disponível. “Essa é uma experiência inédita para mim, em termos de alcance”, valoriza. Um ponto que a enche de orgulho é também a importância sobre os temas abordados na história. “A mensagem que a série passa é importante e, infelizmente, uma realidade mundial. Espero que a gente espalhe o debate sobre a violência contra a mulher”, torce.

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