17 de agosto de 2022 Atualizado 23:48

8 de Agosto de 2019 Atualizado 13:56
MENU

Publicidade

Compartilhe

Celebridades

Caminhos leves

No comando do “À Prioli”, Gabriela Prioli reúne time de convidados relevante

Por Geraldo Bessa / TV Press

26 de novembro de 2021, às 07h33

Gabriela Prioli apareceu na tevê de forma inusitada. Integrante de “O Grande Debate”, quadro do jornalístico “CNN Brasil”, ela surpreendeu o público majoritariamente conservador do canal pago ao defender propostas progressistas e de viés social, além de, cheia de bons argumentos, apontar erros e absurdos do atual governo federal.

Mesmo extremamente execrada pelos robôs e fanáticos da extrema direita nas redes sociais, Gabriela não se deixou abater e ainda sobreviveu sem grandes cicatrizes a uma série de pequenas sabotagens de seus colegas de canal. Leve, simples e com vocabulário que chega a um público heterogêneo, ela conseguiu sair da “bolha” de apresentadores sem carisma do “casting” da CNN e acabou, naturalmente, ganhando mais espaço. Entre altos e baixos, o recém-lançado programa solo “À Prioli” reforça o bom momento e expõe a rede de amizades da jornalista.

“À Prioli” inaugura um momento de leveza na CNN e tem todos os ingredientes para fazer o nome de Gabriela pequeno demais para o canal – Foto: Divulgação

A CNN bem que tentou ter programas mais leves e divertidos que unissem informação e entretenimento. Porém, foi só mesmo com o “À Prioli” o canal conseguiu ganchos e convidados relevantes para chegar a este objetivo. Sem uma apresentadora com o “networking” de Gabriela, os programas de entrevistas não teriam o mesmo chamariz para atrair nomes como o ator Lázaro Ramos, o jogador de vôlei Douglas Souza e a cantora Anitta.

Amiga da cantora carioca, a conversa bem que poderia ficar próxima de um “papo de comadres”, com questões óbvias sobre a carreira e os próximos passos da artista que tem trabalho firme em nome de uma carreira internacional. Porém, com curiosidade real e levantamentos pertinentes, Gabriela levou a conversa para rumos mais complexos ao abordar o batidão do funk de forma mais antropológica. Tudo isso, sem perder a diversão e o sorriso.

A opção de realizar as gravações fora dos estúdios da CNN é outro acerto do “À Prioli”. Sem tanto espaço e recursos cênicos, todos os programas do canal parecem ter a mesma cara. É certo que respeitar a identidade visual da marca é importante na construção de uma relação com o público, mas um programa com uma proposta mais voltada para o entretenimento merece um charme a mais, algo que foi agregado com as gravações em externas.

Com oito episódios previstos e mostrando uma apresentadora realmente interessada não só nos feitos, mas nos pontos de vistas de seus entrevistados, o “À Prioli” inaugura um momento de leveza na CNN e tem todos os ingredientes para fazer o nome de Gabriela pequeno demais para o canal e até mesmo para a tevê fechada.

Publicidade