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Celebridades

Caminho próprio

À frente do “Pipoca da Ivete”, Ivete Sangalo reforça laços com a televisão

Por CAROLINE BORGES - TV PRESS

04 de agosto de 2022, às 09h56 • Última atualização em 04 de agosto de 2022, às 09h57

Eloquente e carismática, Ivete Sangalo é famosa por sua personalidade espontânea e seu jeito bem-humorado e falante. Ainda assim, faltam palavras para a cantora, atriz e apresentadora destrinchar o recém-chegado “Pipoca da Ivete”, que vai ao ar nas tardes de domingo da Globo. Toda essa autenticidade, inclusive, dificulta com que Ivete anteveja alguns detalhes de seu programa diante das câmeras. “Carisma e espontaneidade é algo que se tem ou não. E quando não se tem, fica complicado. Por isso, eu não consigo falar muito de como serei a cada programa. Quero fazer algo genuíno, então tudo pode acontecer a qualquer momento. Vamos nos encontrando a cada domingo. Não posso dizer que vai ser isso ou que vou ser engraçada. Eu vou ser eu e vamos ver no que vai dar”, explica.

Com quase 30 anos de carreira, mais de 300 canções gravadas e hits nacionais e internacionais, Ivete chega ao ano de 2022 com muitas marcas para celebrar. Após completar 50 anos no final de maio, a cantora estreia um programa solo que leva seu nome em plena programação da tevê aberta. “A experiência da televisão tem sido surpreendente. Acho que, dessa vez, o fato de eu assinar esse programa com a minha personalidade, as minhas características, o que me trouxe até aqui, é muito honesto, muito sagrado para mim. É tudo muito novo, mas, ao mesmo tempo, eu me sinto muito dentro de mim, do que eu gosto de fazer. É uma surpresa deliciosa, porque é como se eu me reencontrasse e encontrasse tudo novo. É meio doido, mas é gostoso”, valoriza.

A sua relação com a tevê tem se intensificado bastante nos últimos anos. Após comandar duas temporadas do “The Masked Singer Brasil”, como o projeto do “Pipoca da Ivete” chegou até você?

Esse programa não chegou de forma abrupta até mim. Já era um desejo de anos meu e da Globo. Conversei sobre isso com o Creso (Eduardo Macedo, diretor artístico) há bastante tempo. Foi importante maturar esse projeto para não ser algo pesado. Acho que veio no momento certo, em um formato pensado para que eu estivesse envolvida, completamente dentro das dinâmicas. A essência desse programa é a minha personalidade.

De que forma isso irá transparecer no vídeo?

Ser divertida e propor diversão é o que eu sei entregar. Nunca vou me propor a entregar algo que eu não sei fazer. Me sinto segura na alegria e na diversão. Isso é muito gostoso, porque eu me sinto confortável naturalmente. Eu me sinto à vontade e a coisa flui. É um grande barato entrar em um projeto que se parece tanto comigo. É uma alegria. Venho fazer esse programa assim: ‘hoje eu estou indo ali me divertir. Eu estou indo ali ser feliz’. Me alimento disso há 30 anos na carreira.

Ao contrário do “The Masked Singer”, o “Pipoca da Ivete” é um formato original e que nasceu do zero. Como foi sua participação na gestação desse programa?

O “Masked Singer” me deu uma bagagem de aprendizado maravilhosa. Uso muito do que aprendi lá. O programa nasceu de uma ideia estruturada de ser pensando em mim e na minha personalidade. Tudo muito dentro do que me diverte, onde fico confortável. Canto, atuo, brinco… coloco minha personalidade evidente o tempo todo. Isso é um facilitador, né? No início, o Creso não queria falar muito de estrutura do programa, luzes, palco… Acho que isso foi muito bom para focar nessa preparação.

Como assim?

Então, o Creso me chamou para conversar, mas me disse que a gente não ia falar de palco, cenário, nada disso. Isso me deixava doida porque ficava pensando o que eu vou fazer nesse programa? Qual vai ser meu padrão? Mas, com o passar do tempo, eu entendi que foi fundamental focar nesse meu encontro com o projeto, minha personalidade envolvida. Isso tirou de mim qualquer nervosismo. Entro no estúdio para me divertir simplesmente. Eu sei que toda a minha caminhada na televisão me preparou para esse momento. Todos os meus projetos foram de extrema importância para esse momento.

Em 2022, você completou 50 anos. De que forma o “Pipoca da Ivete” conversa com a chegada dessa idade tão marcante?

Acho que todos os rios da minha vida correram para o mar, que é esse programa. Todas as facetas que eu apresentei ao longo da minha carreira foram um aprendizado. Com o tempo, fui aprendendo a gostar de coisas novas e descobrindo sonhos que eu nem sabia que tinha. Ter um programa não era um sonho antigo ou de infância, sabe? Mas foi algo que se revelou. Quero sempre chegar na vida das pessoas com diversão. Foi assim que o público me conheceu como artista. O público me trouxe até aqui e quero devolver todo esse carinho.

Antes do “Pipoca da Ivete”, você havia apresentado o “Estação Globo”, que foi ao ar entre os anos de 2004 e 2009. Qual a evolução que você encara do “Estação Globo” até o “Pipoca da Ivete” diante do vídeo?

Algumas. Mas acho que trago a mesma fuleiragem daquela época. Sou uma pessoa fuleira, falando isso, claro, em um sentido positivo. Sou muito responsável, mas sou muito desencanada e despreocupada também. Sei que, em meio ao caos, eu vou achar minha própria saída. Acho que tem uma maturidade, idade e experiência de vida que ajudam muito também. Todos os obstáculos e circunstâncias só me fortalecem.

Você carrega algumas experiências na dramaturgia. Em 2012, por exemplo, integrou o elenco do “remake” de “Gabriela”, em que vive a cafetina Maria Machadão. De que forma a atuação foi inserida no programa?

Eu me acho a maior atriz do Brasil, né? Algumas vezes, até preciso dar uma estudada (risos). Tenho verdadeira loucura por ser atriz. Já tive a oportunidade de fazer cinema e tevê. Foram experiências apaixonantes. No programa, vamos colocar pílulas de interpretação. Era um desejo meu. Enquanto os convites não chegam, vou atuando no meu programa mesmo. Sou dona do programa e faço o que quero (risos). Mas, sem brincadeiras, é a chance de exercitar esse meu lado, mas sem compromisso de ser dramaturgia.

Atualmente, você tem acompanhado alguma novela?

Eu adoro novela. Sou noveleira assumida. Adorava “Porto dos Milagres”, que se passa na Bahia e era com Marcos Palmeira e Antônio Fagundes. Adorei “Gabriela” e “Avenida Brasil”. Agora, atualmente, “Pantanal” está quase me fazendo cancelar compromissos. Estou fazendo minha agenda em torno de “Pantanal”. Trabalho, vejo “Pantanal” e depois sigo com meus compromissos (risos).

Em todos os cantos

Ao longo da temporada do “Pipoca da Ivete”, a apresentadora pretende ir muito além de apenas comandar o dominical vespertino. “Eu jamais conseguiria fazer uma coisa sem participar. Sou uma pessoa dinâmica, ativa, participativa, proativa, e o programa me propôs fazer isso. Estou totalmente confortável com as brincadeiras e acho que, se eu não pudesse participar, ficaria muito agoniada”, explica.
Por isso mesmo, além de se envolver com a pré-produção do programa, ela também quer participar das dinâmicas e brincadeiras. “Quero fazer parte de tudo, porque é assim que eu sou no meu dia a dia. Eu me sinto viva dessa maneira, e o programa fez isso comigo: me ligou na tomada e ninguém tirou (risos)”, aponta.

Instantâneas

Desde 2011, Ivete é casada com o nutricionista Daniel Cady. Eles são pais de Marcelo, de 12 anos, e das gêmeas Helena e Marina, de 4 anos.

Em 2017, a cantora foi a homenageada ao ser enredo da Escola de Samba Acadêmicos do Grande Rio no carnaval carioca.

Ivete já participou como jurada dos formatos “The Voice Brasil” e “The Voice Kids”.

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