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Celebridades

Caminho aberto

No “The Voice Brasil”, Jeniffer Nascimento explora possibilidades na apresentação

Por Caroline Borges / TV Press

20 nov 2021 às 11:50

Jeniffer Nascimento conhece profundamente as competições musicais. A atriz de 28 anos acumula duas participações bem-sucedidas no formato. Em 2013, ela participou e venceu o “reality” “Fábrica de Estrelas”, produzido pelo Multishow, e cinco anos depois, Jeniffer ainda se consagrou a grande campeã do “Popstar”, comandado por Taís Araújo na Globo. Ainda assim, essa extensa bagagem permitiu que a atriz e cantora se surpreendesse com sua participação no “The Voice Brasil”. Há três anos, ela atua como repórter nos bastidores da disputa.

“O ‘The Voice’ foi uma grande escola no sentido da comunicação. Apresentar é bem diferente de atuar. Acho que meu maior aprendizado, nesses três anos, foi o de superar o desafio de quebrar a quarta parede da televisão. Nas novelas, você nunca pode olhar para a câmera. Enquanto comunicadora, eu tenho de olhar no fundo da lente, como se estivesse olhando nos olhos do telespectador”, explica.

Jeniffer Nascimento estreia no elenco da nona temporada do “Vai que Cola”, do Multishow – Foto: Divulgação

Essa experiência prévia em programas musicais também ajudou na relação entre Jeniffer e os participantes do “The Voice Brasil”. Ao conversar nos bastidores, ela busca mostrar que o programa é apenas mais um passo na carreira profissional de cada candidato. “O programa não determina o início e nem o final de nada. Vai potencializar um caminho que já existe. Então, eu sempre falo isso para eles: se não deu certo, o universo sabe o que faz. As coisas têm um tempo para acontecer. No momento, a gente pode não entender por que foi daquela forma, mas se a gente continuar se dedicando ao nosso trabalho, vai entender a razão de tudo”, afirma.

Ainda se dedicando às gravações do “talent show”, Jeniffer tem passado por diversos momentos emocionantes na disputa. Porém, recentemente, ela ficou bastante emotiva ao ver uma atitude de Carlinhos Brown durante a fase de “Audições às Cegas”. Ao perceber o desconforto de um candidato ao cantar em inglês, o artista virou a cadeira, dando uma nova oportunidade ao participante.

“O Carlinhos teve muita sensibilidade. Esse episódio me marcou muito pela generosidade do Carlinhos Brown. Ele entendeu que aquele grande artista estava completamente nervoso em um momento que era muito marcante na carreira de um cantor. Achei lindo ver essa empatia”, valoriza.

Natural de São Paulo, Jeniffer estreou na tevê na série “9 mm: São Paulo”, produzida pela Fox. Após vencer o programa “Fábrica de Estrelas”, a atriz enveredou por uma carreira na dramaturgia. Atualmente, ela ostenta quatro novelas no currículo, sendo que três foram recentemente reprisadas durante o período da pandemia. No ano passado, Jeniffer curtiu a reexibição de “Êta Mundo Bom!” e, atualmente, ela revisita seus trabalhos em “Malhação Sonhos” e “Pega-Pega”.

“A pandemia foi muito generosa comigo no quesito reprises. É muito legal poder rever o nosso trabalho em diferentes momentos da nossa vida. E, agora, conseguir ter esse olhar mais de espectador. Quando a gente está dentro do projeto, tem um olhar clínico, crítico, para entender o que pode melhorar da personagem, o que gostou, o que não. Na reprise, já está feito: o que você fez é o que você fez. Não se tem mais esse sentimento de querer apurar algo, aí a gente consegue curtir mais”, aponta.

Riso e humor

Além do “The Voice Brasil” e das reprises, Jeniffer Nascimento estreia em um novo projeto. Ela integra o elenco da nona temporada do “Vai que Cola”, do Multishow, que começou a ser exibida no dia 1º de outubro. Na produção de humor, ela vive a afilhada da personagem Terezinha, interpretada por Cacau Protásio. A atriz estará em 10 episódios da nova temporada.

“É uma personagem muito legal, que é divertida e, ao mesmo tempo, super empoderada. Ela tem discursos reflexivos mesmo dentro do humor. Acho ela muito interessante, um novo elemento dentro daquele conjunto que é o ‘Vai que Cola’. Fui muito bem recebida por todos, mas fiquei nervosa com a responsabilidade de entrar para uma trupe que existe há nove anos”, ressalta.

Ao chegar para gravar, Jeniffer também percebeu que o “set” havia sofrido bastante com a ausência de Paulo Gustavo. Em maio, o humorista faleceu em decorrência de complicações da Covid-19. “Ele era uma das almas daquele projeto”, afirma.

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