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Celebridades

Anatomia caipira

Com a música como pano de fundo, “Rensga Hits!” exalta a participação feminina dentro do sertanejo

Por CAROLINE BORGES_TV PRESS

31 de julho de 2022, às 09h36 • Última atualização em 31 de julho de 2022, às 09h38

O gênero sertanejo não é nenhuma novidade no mercado fonográfico brasileiro. No entanto, nos últimos anos, o setor passou por profundas mudanças políticas, econômicas e sociais. Além das inacreditáveis cifras milionários que envolvem os artistas em ascensão (e também diversas prefeituras Brasil afora), há também a crescente presença das vozes femininas em um meio dominado por duplas masculinas ou cantores.

Todo esse bastidor de um rentável “showbiz” é destrinchado nos oito capítulos da primeira temporada da série “Rensga Hits!”, novo original Globoplay, que estreia na plataforma a partir de amanhã, 4 de agosto. “Essa série é um verdadeiro mergulho na rica cultura brasileira. Feliz de estar envolvido em um projeto extremamente musical, fora do eixo Rio-São Paulo e contado por uma ótica feminina. Temos mulheres contemporâneas, independentes e empoderadas. Temos uma série moderna, dinâmica, emocionante e acaba sendo a junção de inúmeros talentos”, explica Leandro Neri, que assina a direção geral da série.

A produção inédita narra a trajetória de Raíssa Medeiros, papel de Alice Wegmann. Jovem do interior, ela descobre que é traída pelo ex-noivo e o abandona no altar, partindo rumo ao sonho de viver da música sertaneja na Grande Goiânia. Antes de chegar à cidade, Raíssa atola o carro e, com tudo dando errado, usa seu talento musical para expressar seus sentimentos e compor o que, depois de um tempo, vem ser o maior hit do feminejo brasileiro – só que não na sua voz, mas, sim, na da estrela em ascensão Gláucia Figueira, de Lorena Comparato. “É tão gostoso ler um roteiro, se identificar com as histórias e perceber: eu já passei por isso, por isso, por isso… As mulheres ganharam muita força no universo sertanejo, e ganham cada vez mais. Então é muito significativo contar essas histórias nesse momento”, defende Alice.

Lorena Comparato como Gláucia Figueira, é uma estrela em ascensãoFoto:

Todo esse universo do sertanejo é comandado por duas intensas mulheres de negócios. Marlene, vivida por Debora Secco, está à frente da gravadora Rensga Hits, enquanto Helena Maravilha, interpretada por Fabiana Karla, gere a Joia Maravilha Records. “A Helena Maravilha é uma potência. Ela é uma mulher que fecha negócio, ela é dona da vida dela”, explica Fabiana. Além das rinhas musicais, a produção também abordará temáticas como masculinidade tóxica e cultura machista.

Gravada em Goiânia, a série é costurada por muitos hits no ritmo da sofrência, escritos exclusivamente para a trama. O elenco teve meses de ensaios e preparação vocal e instrumental até o início das gravações, tanto das cenas da série como das músicas originais em estúdio. Ao todo, foram cerca de 100 dias longe de casa para finalizar os trabalhos da produção. “A tarefa não era simples. Tivemos seis semanas para colocar sete atores para cantar e transformá-los em ‘pops stars’ sertanejos. Isso sem falar no trabalho de prosódia para que o elenco pudesse se aproximar ao máximo das características locais do falar. Foram inúmeras noturnas, vários shows e eventos”, valoriza o diretor.

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