Uma solução alternativa

Cresce a procura por tratamentos da medicina não tradicional, oferecendo vários caminhos que levam a um único ponto: o equilíbrio físico e emocional


Um dos temas da edição de outubro da Revista L é medicina alternativa. Para quem busca encontrar seu ponto de equilíbrio, ela se apresenta como grande aliada, pois auxilia a pessoa a literalmente colocar ordem na casa, de dentro para fora. Os tratamentos que caminham numa via paralela aos métodos convencionais são variados. Na lista das mais comentadas aparecem a bioenergética, massagem ayurvética (indiana), cone hindu, reiki, acupuntura, cama de cristal, reflexologia, meditação, florais e outras. A escolha de qual terapia escolher cabe ao paciente, mas todas partem do princípio da restruturação pessoal, do corpo e da mente. “Como não tratamos as doenças e sim as causas das mesmas, essas terapias alternativas são indicadas para a grande maioria delas, o que leva a uma mesma doença ser tratada de diferentes formas”, explica o terapeuta Paulo Sergio Sanfelice, da Shankara Terapias. “A reeducação alimentar, com hábitos saudáveis e práticas que diminuem o estresse diário promovem cura, prevenção ou, no mínimo, bem-estar para o indivíduo.” De acordo com Eliana Pigatto, terapeuta holística e diretora do instituto que leva seu nome, para todos estes tipos de tratamentos é difícil generalizar e determinar uma quantidade de sessões. “Temos que entender que precisamos tratar a causa da doença e não a doença. Cada pessoa reage de um jeito e quando ela toma consciência do porquê desenvolveu tal dor física, fica mais fácil a cura”, completa.
Acupuntura
O procedimento de origem chinesa é praticado há mais de 2 mil anos já é bem conhecido no País. Inserida no SUS (Sistema Único de Saúde), a acupuntura trata através da inserção de agulhas em pontos específicos do corpo, determinados órgãos, áreas e funções do organismo. Além de preventiva, a técnica tem efeito curativo. Sobre a quantidade de sessões necessárias, a fisioterapeuta acupunturista Fabiana Boen Ziggiatti, do Instituto Eliana Pigatto, explica que não existe um número pré-estabelecido de atendimentos. “Cada pessoa é um ser único e cada organismo responde de uma forma. Assim, o tempo de tratamento é diferente de uma pessoa para outra”, explica. Na Medicina Tradicional Chinesa, o indivíduo é tratado na sua totalidade a partir de um diagnóstico energético do paciente. “Ela é baseada na cultura oriental, onde a seleção dos pontos se dá pela anamnese do paciente se relacionando aos elementos da natureza. É uma técnica natural, sem a utilização de medicamentos. Esse padrão é bem diferente da medicina alopática, que vem do pensamento ocidental, onde o ser humano foi dividido e classificado por categorias. Por isso, temos os médicos divididos em suas especialidades. Apesar de ser considerada alternativa, a acupuntura vem ganhando grande destaque nos últimos tempos, em associação a técnicas alopáticas”, conclui a acupunturista.

Reiki
O Reiki é uma terapia que ajuda a manter o equilíbrio mental, físico e psicológico por meio da troca de energias do “reikiano” (como são chamados os terapeutas que aplicam o Reiki) a partir da imposição das mãos. “Transmuta uma energia de tranquilidade, serenidade e paz. Eu, particularmente, faço uma oração para o paciente e ela vai se acalmando, estabilizando”, diz a massoterapeuta reikiana, Andrea Cavinato Aguiar Neves. “O remédio é preciso, mas o que falta nas pessoas é olhar para dentro de si, porque elas se esquecem disso e ficam bitoladas apenas em medicamentos. Eles fazem efeito, mas se procurassem mais o equilíbrio, tomariam menos”.

Florais
O floral é um medicamento natural feito a partir de extratos de flores, plantas e arbustos, que se destina ao equilíbrio dos problemas emocionais. O objetivo desta terapia, segundo a farmacêutica Roberta Travassos Gomes, da Acácia Farmácia de Manipulação, é o equilíbrio das emoções do paciente, buscando a consciência plena do seu mundo interior e exterior. “Problemas de saúde frequentemente têm suas origens nas emoções. Sentimentos que foram persistentemente reprimidos aparecerão primeiro como conflitos mentais e depois como doença física”, reforça. Além do floram de Bach, há ainda os florais de Minas, Australiano, Canadense e San German.

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