Toronto: organizada e com ‘caos’ construtivo


Toronto é uma daquelas cidades que te abraçam na chegada e desejam até logo na saída. O rápido e confortável traslado do aeroporto internacional para o centro de Toronto pelo trem UP Express é um excelente cartão de visitas.

Também ajuda a cidade ser plana e limpa: cidades planas são ingresso VIP para quem gosta de caminhar à toa para se deslumbrar com qualquer cena ou detalhe novo – seja com uma corrida de esquilos no jardim da universidade, com a faixa de pedestre colorida no bairro Gay Village ou com a quantidade de bicicletas trafegando de forma fraterna ao lado dos carros (tem até mapa para os ciclistas).

Vale frisar que Toronto não é Nova York. Muita gente compara as duas capitais, mas não deveria ser assim. Toronto tem personalidade própria: é organizada em termos urbanísticos, mas cheia de vida e com o caos construtivo que isso pode trazer.

Foto: Adobe Stock
Toronto, a capital da província de Ontário, é uma grande cidade canadense localizada ao longo da costa noroeste do Lago Ontário

É fácil de se achar (graças ao metrô limpo e às linhas de ônibus) e, em igual medida, de se perder, haja vista a quantidade de coisas legais para fazer. E além de tudo, tem as pessoas mais cordiais e prestativas que uma cidade cosmopolita, gigante em território e também em comércio (com muitas ofertas tentadoras) pode oferecer.

Ainda assim, algumas comparações entre as duas cidades são verdadeiras. Como a Big Apple, Toronto é multiétnica e repleta de imigrantes: cerca de 50% de seus moradores não nasceram no Canadá. Por causa disso, o governo municipal publica informações em 79 idiomas. Mais de 200 línguas e dialetos são falados pelos diferentes bairros (mas você vai se virar bem com o inglês).

A cidade, a exemplo de Nova York, também é muito usada como cenário em filmes e seriados de televisão. Toronto figura entre as cinco maiores da América do Norte para a indústria cinematográfica. Por ali foram filmados Star Trek: Discovery, The Handmaid’s Tale, Shazam!, Titans e muitos outros títulos.

Little apple?

Apesar das comparações, desconfie de apelidos como chamar a praça Yonge-Dundas de “Times Square” ou de dizer que o High Park é o “Central Park” de Toronto. A Yonge-Dundas, entroncamento dessas duas importantes ruas, é tão vibrante quanto a praça nova-iorquina mas com um espaço convidativo para atividades comunitárias, como aula de ioga nas manhãs de segunda-feira.

Já o High Park não fica no coração da cidade, mas a 8 quilômetros da principal estação de trem e ônibus, a Union Station. Em meio a muito verde, há áreas para piquenique, playgrounds (inclusive com brinquedos de água), trilhas para caminhadas, zoológico e restaurantes convidativos.

Para chegar lá, pegue o metrô e desça na estação High Park. Se precisar de informação, não se preocupe: a gentileza das pessoas sempre será um diferencial. A cordialidade dos canadenses talvez possa ser explicada, ainda que sem nenhuma base científica, pelo fato de eles serem poucos num lugar tão grande. O País é o segundo maior do mundo em território mas é o 39º no ranking populacional do Banco Mundial.

Antes de ir?

– Como ir: a Air Canada tem voos diretos para Toronto desde Guarulhos, por a partir de US$ 656 (mais taxas de embarque). O voo dura dez horas e chega no terminal 1 do Pearson International Airport, onde fica a estação do trem UP Express (ida e volta a 24,70 dólares canadenses ou R$ 68). O UP leva 25 minutos entre o aeroporto e a estação Union Station.

City Pass: o passaporte custa 92 dólares canadenses (R$ 255) para adultos e permite a entrada em cinco atrações: CN Tower, Casa Loma, Ripley’s Aquarium, Royal Ontario Museum e também o Zoológico de Toronto Zoo ou Ontario Science Centre.

Veja mais dicas: www.seetorontonow.com

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