Dúvidas sobre troca de moeda são frequentes para os viajantes

Antes de realizar uma viagem internacional, é importante se atentar a alguns detalhes: confira as dicas da Mega Corretora, de Americana


Com as férias escolares de meio de ano se aproximando, já está na hora de preparar aquela viagem especial ao lado da família. Muita gente aproveita essa época para fazer uma viagem internacional, principalmente para países do Hemisfério Norte, onde o verão predomina. Se você é uma delas, que pretende passar momentos agradáveis nas paisagens, cidades ou parques dos Estados Unidos ou Europa, é bom ficar atento com um detalhe: a operação de câmbio.

Existem algumas regras e dicas básicas na hora de trocar o real pelo dólar, euro ou qualquer outra moeda. A primeira delas, de acordo com a Mega Corretora, de Americana, é buscar uma instituição financeira autorizada pelo Banco Central do Brasil a operar com câmbio. Essa instituição pode ser uma corretora de câmbio ou um banco.

Foto: Lucas From Pexels
Não há um limite máximo de dinheiro que pode ser trocado, desde que a pessoa comprove a origem legal da quantia

O câmbio pode ser feito de diversas formas, de acordo com a corretora. A troca poderá ser feita mediante pagamentos em dinheiro em espécie, com um limite de até R$ 10 mil, no balcão, por meio de TED (Transferência Eletrônica Disponível) bancária ou por cartão de débito ou crédito. O valor da moeda será de acordo com a variação do mercado.

De acordo com o ADVFN Brasil, portal de investimentos em ações da bolsa de valores do Brasil, o dólar avançou 1,24% no acumulado dos quatro primeiros meses de 2019, tendo fechado o mês de abril a R$ 3,92. No período, a cotação da moeda norte-americana oscilou entre R$ 3,63 (valor mínimo de fechamento registrado no pregão de 31 de janeiro) e R$ 4,00 (valor máximo de fechamento registrado no pregão de 25 de abril).

Vale ressaltar que a troca de moedas também sofre tributação. Além do valor da moeda, é acrescido o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) de 1,1% para compra de moeda em espécie, e, no caso de cartões pré-pagos em moeda estrangeira, o imposto será de 6,38%.

LIMITES

Até o valor de US$ 3 mil, ou o equivalente a isso em outra moeda, qualquer pessoa pode fazer a troca, apresentando um documento oficial com foto e CPF (Cadastro de Pessoa Física). A partir desta quantia serão solicitados documentos complementares. Entre eles, a ficha cadastral e o comprovante de residência.

Não há um limite máximo de dinheiro que pode ser trocado, desde que a pessoa comprove a origem legal da quantia.

Além disso, quem for sair do País com qualquer valor de moeda estrangeira deve possuir o recibo legal de compra que as corretoras ou bancos emitem no momento da operação.

De olho no leão

A atenção a temida declaração do IR (Imposto de Renda) também precisa ser reforçada. De acordo com a empresa Mega Corretora, as operações de câmbio não precisam, necessariamente, ser declaradas à Receita.

Se a pessoa sair do País com mais que o equivalente a R$ 10 mil, porém, deve fazer a declaração de porte de valores. Agora, se o contribuinte possuir moeda estrangeira, seja porque não utilizou em viagem ou porque acabou não gastando tudo, esse valor deverá ser declarado na parte de bens e valores.

Mesmo quem analisa o valor do dólar comercial muitas vezes se surpreende com um valor diferente, normalmente bem maior, quando se prepara para uma viagem ao exterior e busca a moeda em casas de câmbio. Isso acontece porque, desde 1999, o Brasil vive um sistema de câmbio flexível, ou seja, ele pode ser negociado livremente por quem compra ou vende a moeda.

Para se comparar os valores cobrados, o Banco Central divulga todos os dias a Ptax, dólar que serve de referência e é uma média das taxas praticadas entre cada instituição.

O dólar turismo é mais caro porque normalmente a troca é feita em dinheiro, em notas, o que resulta em maiores custos para a instituição, como transporte ou seguro. Já as transações do dólar comercial são feitas basicamente por meios eletrônicos.

Fonte: InfoMoney

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