Cambará do Sul: porta de entrada dos parques nacionais

Praticamente intocada, com cânions gigantes, quedas d’água que brotam de paredões e vegetação em meio a cachoeiras


Foto: Divulgação
preciso ter tempo para percorrer as distâncias até os principais desfiladeiros e serenidade para encarar a imensidão de paredes de pedra

Se há uma coisa que tem pressa na região gaúcha dos Campos de Cima da Serra, é o vento. Quando ele sopra, percorre as fendas dos desfiladeiros e atravessa paisagens onde estão as maiores (e talvez mais belas) cadeias de cânions da América do Sul. Mas apressado ali, só mesmo esse vento.

Hoje, no município de Cambará do Sul, conhecido como a terra dos cânions (é a porta de entrada para os parques nacionais Aparados da Serra e Serra Geral) e principal destino para quem visita a região, o asfalto chegou, mas apenas para parte dos caminhos. Muitas vias rústicas que recortam as paisagens verdes e rurais ainda estão lá, assim como as pousadas que funcionam dentro da casa dos proprietários e o comércio, que geralmente fecha as portas na hora do almoço.

Talvez esse seja um dos principais encantos de um dos destinos mais bonitos do Rio Grande do Sul. Mas é preciso ter tempo para percorrer as distâncias até os principais desfiladeiros e serenidade para encarar a imensidão de paredes de pedra e contemplar o trabalho da natureza. Praticamente intocada, com cânions gigantes, quedas d’água que brotam de paredões e vegetação em meio a cachoeiras, a região deve ampliar o número de turistas nos próximos anos. Isso porque está marcada para este mês a definição sobre a concessão à iniciativa privada dos parques nacionais Aparados da Serra e Serra Geral. Ambos abrigam as atrações mais visitadas do Rio Grande do Sul: o Itaimbezinho e o Fortaleza, respectivamente

MUDANÇAS À VISTA. Entre os moradores, há quem torça para a entrada de uma empresa internacional, que poderia melhorar o acesso e a infraestrutura de visitação. Outros ainda não se acostumaram com a possibilidade de a cidade poder receber no futuro até quatro vezes mais viajantes por ano.

Por enquanto, é possível viajar por ali sem pressa e ser recebido com simpatia em restaurantes e pousadas familiares, cujos proprietários contam com emoção as histórias de seus antepassados. As agências locais também são pequenas – e se orgulham dos guias que cresceram entre as trilhas que levavam a cachoeiras e a cânions pouco explorados. Anelise Zanoni_Agência Estado

Conforto e exclusividade

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O Parador, por exemplo, é um refúgio de luxo onde se pode passar dias na maior mordomia, com refeições assinadas por chefs

Há espaços para quem deseja mais conforto e exclusividade. Nesse sentido, Cambará do Sul é o município com melhor infraestrutura, com diferentes perfis de hospedagem.

O Parador, por exemplo, é um refúgio de luxo onde se pode passar dias na maior mordomia, com refeições assinadas por chefs. Para quem se preocupa com sustentabilidade, conhecer o projeto do Cambará Eco Hotel pode ser inspirador.

E, àqueles que não se importam em ficar mais afastados dos parques e gostam de roteiros alternativos, o Estância das Flores, em Bom Jesus, e o disputado Morada dos Canyons, em Praia Grande, já do lado catarinense, são boas alternativas. Seja qual for o jeito de viajar, vá com calma para contemplar. Deixe a pressa para o vento.

 

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