Paquera: Xaveco pelo WhatsApp

Fique sempre ligado a alguns sinais que dão a maior bandeira de que o gato não está interessado em você


Antigamente, a paquera era na praça. Voltas e voltas no coreto e sorrisinhos soltos faziam a vez da conquista. Depois, o flerte foi pra balada. No meio daquele vuco-vuco, levava o beijo do dia quem tivesse o melhor papo ao pé do ouvido.

Hoje todo esse jogo de sedução foi para no WhatsApp. Essa “evolução” da paquera tem ares de ser mais difícil do que suas ancestrais, mas a verdade é que o jovem, principalmente os meninos, já estão treinados na arte de seduzir por caracteres e emojis.

Que o diga Wesley Pereira, 19, quase doutorado nessa área. Ele conta que quando sente interesse por alguma menina na roda de amigos, pega o contato, sem demonstrar qualquer emoção na hora, porém continua o xaveco no virtual. Mas não se importa de passar seu número para as meninas. “Passo sem problema nenhum para ver qual é a dela”, completa.

Se o interesse é do Wesley, o primeiro passo é trocar uma ideia, perguntando do que ela gosta, o que ela faz, se está solteira… Tudo começando, é claro, por aquele “oi” básico. “Eu também costumo puxar o papo fazendo piadinha, se tiver oportunidade, se não mando só um ‘oi’ e dependendo da resposta vou puxando o assunto”. Se a isca não for mordida, o jovem sabe sair de mansinho, ir pelo caminho da amizade, sem receber aquele fora muito feio.

Quando a intenção é ser apenas amigo, ele conta que não costuma puxar muito assunto, mas quer saber como a menina está, se ela tem algum problema que ele possa ajudar, algo do tipo, mas nada demais. Já para quem ele não tem interesse nenhum, só “oi” por educação. “Se ela quer alguma coisa e eu não, costumo abrir o jogo. Claro que ela vai ter uma desilusão, mas aí é ser gentil pra mostrar que vale a pena ter amizade. Se ela não valer a pena, cai no esquecimento”, resume.

Tem que ser objetivo!
Alan Pires da Fonseca, 20, é mais objetivo. Quando adiciona o contato de alguma menina que deseja sair, já manda a real. “Eu cumprimento ela, me apresento, no caso de amiga de amiga, falo dessa amiga em comum, falo que achei bonita e que gostaria de conhecê-la melhor”, enumera.

Depois de mandar esse “redshot”, a conversa flui pelos gostos pessoais. A primeira pergunta é o estilo musical que ela curte. Dependendo da resposta, tudo pode mudar. “Eu gosto de rock e música clássica. Funk é um gênero que desanima, mas pop, sertanejo eu já não ligo muito se ela gostar. Mas português errado e se a garota demonstrar ser muito superficial, eu também perco o interesse”, destaca.

Para detectar a falta de interesse do outro lado do chat, ele conta que repara na forma como a menina responde. “Dá para perceber se está interessada ou não. Normalmente quando a pessoa não está interessada dá repostas mais diretas pra encerrar o assunto”, diz ele, enfatizando que se o casal realmente não deu “match” de jeito nenhum, a vida pelo whatsApp é simples e se resume a uma coisa. “Eu bloqueio.”

Ele não está tão a fim de você, se…

… Não puxa assunto com frequência. Quando puxa, conta algo dele mesmo
… Responde suas investidas com “oi, tudo e você?”. E segue o papo com “não”, “sim”, “sei lá”
… Visualiza e não responde; ou demora horas para responder, sem se justificar pelo atraso
… Sempre fala que não pode conversar ou que está ocupado
… Se de repente a fotinha dele não aparece mais e no whats só aparece um “tiquezinho” cinza… Amiga, ele te bloqueou. Parte pra outra que esse não está a fim mesmo!

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